Introdução

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    A história que conto aqui é de cunho moral, por isso será, sim, uma narrativa densa e de difícil compreensão. Não são palavras que poderiam ter sido ditas de outra forma ou em outra densidade, por isso escrevi assim, de forma tão enfadonha e pomposa. Se o leitor se dedicar a entender e dissecar o texto, posso garantir que será uma experiência para toda a vida, algo único e que lhe servirá de reflexão por um bom tempo. Por isso peço paciência com a narrativa, e se ficar muito cansado, leia a minha literatura banal e os enredos, não que eles sejam escritos com desdém, mas neles proponho o foco na história e na descrição, e por aqui o leitor é o alvo principal, por isso quero que o senhor pense, e com profundidade. Farei um apanhado global das coisas e vamos juntos analisar o comportamento de um amontoado de pessoas e situações diversas.

As penas aplicadas em Calunir não tem importância, o que realmente nos interessa é mapear e apontar atitudes deploráveis e propor novas formas de ver as coisas. Nossa proposta é transcender o comportamento humano para um novo patamar na forma de agir e pensar sobre si mesmo e sobre o mundo. Uma a uma as atitudes serão julgadas e punidas. Não vou utilizar julgamentos superficiais, mas verificarei atitudes que vão para além do óbvio.

Pois bem. Vamos recapitular o que escrevemos até agora – eu e você, leitor ou leitora. Sim. Fizemos porque eu não teria escrito uma única palavra se não acreditasse poder ser lido ou apreciado por alguém, então somos cumplices nessa palhaçada. Bem-vindo ao jogo!

Veja, concluí cartas apocalípticas, a sociedade dos órfãos, as dolorosas marcas do tempo, Adestrados: um conto de fé e algumas dezenas de outros contos e crônicas – para ser mais exato, 76 coisas escritas até agora, entre crônicas, contos, proposições sobre o comportamento humano e análises políticas e psicológicas de um determinado grupo social. Enfim, somos cúmplices em muita coisa!

Nesse texto eu apresento um novo olhar sobre o amor de mãe - que para mim não é sagrado, mas venenoso -, além de rever a ideia de juventude e sonhos. Estou despejando nessas páginas tudo aquilo que considero venenoso, ou pelo menos todo o veneno que pude rastrear até então. Não espero que o senhor, leitor, concorde com tudo o que é dito por aqui, esse não é meu desejo, pois sei de suas limitações de visão e bem sei da dificuldade que existe em se perceber como figura alienada e escravizada, eu também sofro disso, e é um caminho mais doloroso aceitar a possibilidade de ser escravo do que se libertar das amarras em si. O mais importante é saber apontar o inimigo real, pois inúmeros malfeitores ganharão a vida te fazendo acreditar ser vítima de um mal quando na verdade é outro que lhe aflige. Como bom amigo que sou, sugiro ao senhor meus métodos de abstração. Faça caminhadas todo fim de tarde; é o melhor momento para se reconhecer do mundo e encontrar respostas para aquilo que te assombra. Por isso, ande enquanto o sol alaranjado tocar seus olhos e pare quando as estrelas iluminarem os céus. Sinta a brisa fria do fim de tarde e a paz que ela traz, ela vai secar muitas lágrimas. Acima de tudo, leia e sinta o texto.  

O julgamento da moralHistórias para pegar e não largar. Descubra agora