Oi amorecos, sei que ainda preciso atualizar as outras fanfics e não devia estar aqui postando mais uma, mas é mais forte que eu.
Estou com um bloqueio de criatividade para as outras histórias e "Os 13 Porquês" é muito complicado para arrumar direitinho e deixar larry stylinson.
Prometo atualizá-las assim que conseguir pensar em algo! xx
Boa leitura!
Parecia um sussurro sombrio ao vento. Ou talvez um frio na espinha. Alguma coisa. Uma canção etérea que apenas Louis e eu podíamos ouvir. Uma tensão no ar. Alguma premonição. Existem desgraças que quase esperamos na vida – o que aconteceu com meus pais, por exemplo – e existem momentos sombrios, momentos de súbita violência, que mudam tudo. Havia a minha vida antes da tragédia. Existe a minha vida agora. As duas têm dolorosamente pouco em comum.
Louis mantinha-se calado durante o passeio ao local de nosso primeiro beijo, mas aquilo não era incomum. Mesmo quando menino, ele possuía esse traço de melancolia. Ficava quieto e mergulhava em uma contemplação ou em um medo profundo, eu nunca sabia qual dos dois. Talvez fosse parte do mistério, acredito, mas pela primeira vez pude sentir o abismo entre nós. Nosso relacionamento havia resistido a muitas barreiras. Eu me perguntava se ele conseguiria sobreviver à verdade. Ou melhor, às mentiras não contadas.
O ar-condicionado do carro zunia. O dia estava quente e úmido. Um clima típico de agosto. Cruzamos a Ponte Milford, na altura do Parque Delaware Water Gap, e fomos recepcionados na Pensilvânia por um amistoso cobrador de pedágio. Dezesseis quilômetros adiante, vi numa pedra um aviso que dizia: LAGO CHARMAINE – PROPRIEDADE PARTICULAR. Entrei na estrada de terra.
Os pneus quicavam no chão, levantando poeira como um estouro de cavalos árabes. Louis desligou o rádio. Pelo canto do olho, percebi que estava examinando meu perfil. Dois cervos mordiscavam algumas folhas à nossa direita. Eles pararam, olharam para nós, viram que éramos inofensivos e voltaram a comer. Continuei dirigindo até que o lago surgiu à nossa frente. O sol despedia-se de nós, tingindo o céu de púrpura e laranja. As copas das árvores pareciam estar pegando fogo.
– Não acredito que vamos continuar fazendo isso – falei.
– Foi você quem começou.
– Sim, quando tinha 12 anos.
Louis deu um sorriso. Não costumava sorrir, mas, quando o fazia, nossa!, atingia em cheio meu coração.
– É romântico – insistiu ele.
– É brega.
– Adoro romantismo.
– Você adora uma breguice.
– E você só pensa em sexo.
– Que nada! No fundo, sou um romântico – brinquei.
Ele riu e segurou minha mão.
– Vamos, seu romântico, está ficando tarde.
Lago Charmaine. Meu avô havia inventado esse nome, o que aborrecera minha avó. Ela queria que o lago tivesse o nome dela. Seu nome era Bertha. Lago Bertha. Vovô nem ligava. Ponto para ele.
Há uns 50 anos, o lago Charmaine tinha sido uma colônia de férias para meninos ricos. O proprietário falira, de modo que vovô comprou barato o lago e todo o terreno em volta. Ele recuperou a casa do diretor da colônia de férias, mas demoliu quase todas as construções em frente ao lago. Dentro da mata, onde ninguém mais ia, deixou as cabanas dos meninos caírem aos pedaços. Minha irmã Gemma e eu costumávamos explorá-las, em busca de velhos tesouros escondidos em suas ruínas, brincando de esconde-esconde e fugindo do bicho-papão que, com certeza, estava nos espreitando. Louis raramente se juntava a nós. Ele gostava de saber onde tudo estava. Brincar de esconder o assustava.
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tell no one | larry stylinson
FanfictionHá oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. Harry Styles e seu marido, Louis, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Louis foi raptado e brutalmente assassinado por um serial kil...
