o exorcismo

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É curioso como as imagens de O Exorcista jamais são esquecidas
por quem o assiste, mesmo que uma única vez. E eis porquê a obra
sempre figura no pódio dos maiores clássicos de terror: a aura de O
Exorcista é ominosamente real e tende a impressionar as pessoas a
ponto de fazê-las acreditar que tal aberração é possível, causando
medo, pois sua trama é de algum modo convincente tanto na
perspectiva científica quanto no ponto de vista cristão. Em todo caso,
“é apenas um filme”, como disse a ainda adolescente Linda Blair,
atriz que protagonizou a menina Regan numa interpretação
comovente, que não recebeu a estatueta do Oscar por injustiça da
Academia. Mas além do fato de ser só uma obra de ficção, O
Exorcista não é uma apologia demoníaca – como alguns pensam –,
mas uma história que aborda tanto a fé espiritual das pessoas e a
posição da Igreja sobre as práticas de exorcismo, quanto a versão
científica da medicina para tais fenômenos. Mais que isso, o leitor ou
espectador atento e imparcial percebe que o mistério e a ciência estão
bastante intrínsecos e se confundem na obra.
Sob essa ótica, talvez os mais relutantes apreciem a leitura e até
assistam à adaptação deste best-seller. Nesse caso, o ideal, também
aqui, ainda que livro e filme se completem, seria ler para depois
assistir. Ver a película primeiro, no entanto, não compromete a leitura,
pois cada versão é uma experiência única, sendo o filme digno do
livro, e o livro merecedor do filme.
Adaptação da obra para o português do Brasil
A ideia de adaptar O Exorcista para o português brasileiro e
disponibilizá-lo como e-book na internet surgiu algum tempo após eu
finalmente ter encomendado o livro, e só notar que se tratava de uma
versão de Portugal depois de começá-lo a ler. Sim, a frustração foi
inevitável, sobretudo pelo simples fato de eu ser brasileiro, e o
português lusitano ser suficientemente distinto do meu. Ocorre que
além de algumas palavras, expressões e frases terem me soado
estranho, outras fizeram-me parar várias vezes para consultar,
inclusive, o Dicionário de Português do Mário Prata – menos mal que
eu o tinha –, mas nem isso foi suficiente. Além do mais, eu não teria
dado risadas, que de outro modo seriam descabidas, em passagens
como: A senhora tem filhos? – Sim, tenho. – Rapazes? – Não, uma
rapariga. O pior é que depois disso, procurei e notei que não há uma
edição brasileira do livro no mercado.

O ExorcismoWhere stories live. Discover now