I

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Linda era minha professora de português, estava com ela desde o primeiro ano, sempre a achei uma mulher excepcional e muito bonita. Havia um mistério por trás daqueles olhos azulados, e aquilo pra mim era excitante. Sabia que ela era casada com um delegado, e que nunca olharia para uma aluna, principalmente por ser uma garota. Sei que a geração dela é muito preconceituosa nesse ponto. Eu nunca fiquei com uma garota antes, até porque nunca senti atração por mulheres, mas com ela era diferente, era uma fantasia que eu sabia que nunca sairia da minha mente.

Três anos se passaram e faltava apenas dois meses para o término da escola. Durante esses anos o desejo por aquela mulher se tornava cada vez maior, ela não saía da minha mente nem por um só momento, meus amigos me falavam que aquilo era doentio. Eu não ligava, a única coisa que me importava era ela.

-Mariana? Mariana? -Ouço ela me chamar se aproximando. -Você está prestando atenção?

-Sim, professora. -Ela se aproxima da minha mesa, e eu cruzo as penas tentando controlar o meu íntimo.

-Então você pode me explicar o que é um verbo intransitivo? -Coloca a ponta da caneta na boca.

-Claro. -Sorri. Ela sabia que eu era a melhor aluna da sala (modéstia parte). - São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato.

-Muito bem. -Me olho por cima dos óculos, e eu senti a minha calcinha se encharcar. -Você pode me dar um exemplo? Me diga quando o verbo ''custar'' é intransitivo.

- Custar é um verbo intransitivo somente quando significar ter preço, como por exemplo: "Esta bolsa custou R$ 100,00"

Ela coloca a mão por cima do meu ombro apertando de leve seus dados me parabenizando. Ainda apoiada em mim fala com o resto da sala:

-Eu quero que amanhã vocês me tragam um poema da escolha de vocês e que o leiam na sala para mim. -Ela se curva falando perto do meu ouvido. -Muito bem, Mari.

Aquilo me fez desfalecer, eu precisava dela, eu a queria, mesmo me arrependendo depois, eu faria o possível e o impossível para saciar o meu desejo.

-Eu posso ir ao banheiro, professora? -Eu já suava frio.

-Claro, Minha querida. Vai lá. -Deu permissão.

Eu me levanto rapidamente e saio da sala praticamente correndo. Os corredores daquela escola pareciam mais longos do que o normal, ou era eu que parecia menor? Isso já não importa. Eu precisava lavar o rosto, estava queimando por dentro de minhas vestes.

A água da pia do banheiro parecia não resolver, mesmo passando a minha mão molhada sobre a nuca aquele calor teimava em sair. As garotas em minha volta pareciam notar o meu nervosismo, via seus rostos através do espelho em minha frente. Parecia que elas podiam ver o meu arder por baixo das roupas.

-Perderam alguma coisa? -As olhei dizendo como um grito de irritação. Elas saem sem entender, preferindo não arrumar confusão.

Eu me olhei no espelho, definitivamente estava enlouquecendo, ela estava me enlouquecendo. Entrarei no banheiro, trancando a porta, precisava me tocar, saciar esse meu desejo. Coloquei minha mão por dentro da minha calcinha, gemi ao me sentir molhada, com os dois dedos na região do meu clitóris faço movimentos circulares. Levo a minha mão esquerda até meus seio, o apertando com todo o desejo que sentia. Após algum tempo eu sinto meu corpo tremolo com a chegada de um delicioso orgasmo, ali mesmo, no banheiro da escola.

Entrei na sala notando só agora que sinal da última aula já havia batido, entrei e a vi guardando suas coisas na pasta.

-Desculpa a demora professora. -Me direciono até minha mesa para guardar meus materiais.

-Mari? -Ela me chama. -Posso falar com você um minutinho​? Prometo ser rápida.

-Pode sim. -Me aproximo.

-Será que você pode me ajudar em uma coisa? -Ela toca o meu rosto com aquelas mão macias, colocando uma mecha do meu cabelo atrás de minha orelha.

-Tudo o que a senhora quiser.

Desire Prohibited  (Romance Lésbico)Příběhy, které tě pohltí. Začni objevovat