Amor de um filho por sua mãe.
Em 26 de janeiro de 2003, a senhora se foi, pra um lugar, no qual eu não posso estar. Nossa, como a sua partida foi dolorosa. Achei que morreria, na realidade, eu morri naquele dia também, porém não posso está contigo. Tem dias que a saudade é tanta que me falta o ar. A senhora era o meu mundo, minha fortaleza... Por tanto tempo, fomos, somente, nos dois. A senhora foi minha amiga, minha mãe, assumiu papel de pai. Foi em uma só pessoa, a minha família inteira. Mas, partiu e eu fiquei aqui. Fiquei sem saber o que fazer, pois a pessoa que eu mais amei, tinha partido. E o pior é que a dor nunca vai passar. O que me confortar é saber que tudo que vivemos foi e sempre será verdadeiro. O tempo não diminui em nada o que sinto por ti. Lembro do seu afago e das broncas também. Lembro de quando me dizia que amor sem justiça é burrice. Sei que estará viva em meu coração, mas o ciclo da vida é injusto, pois leva, de uma forma tão abrupta, quem amamos. Hoje, aos 30 anos, sou bem parecido com o que a senhora queria. Sou o homem que sou, com alguns defeitos, mas com os princípios ensinados pela Dona Terezinha. Uma mulher simples de um coração enorme. Mãe, eu sempre vou te amar, da mesma forma que me amou. Já se passaram 14 anos, mas penso em ti, todos os dias.
