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Sonhos. O que dizer sobre eles? São como alguns costumam falar, que são apenas para hora de dormir? Em certo momento realmente acreditei que sim, pois essa idéia totalmente errada era tentada ser imposta em mim diariamente. Mas sabe quando o desejo de mostrar não somente para os outros, mas para si mesmo de que esse pensamento está errado? De que não acredita nisso? Sonhos são feitos para serem desejados, vividos e usufruídos, não importa o que seja, grande ou pequeno, o quanto digam ao contrário. Quer saber como conquistar seus sonhos? Acredite que eles possam ser realizados, através de seu próprio esforço, muitas vezes você ainda cairá, mas os arranhões fazem parte dessa palavra única com um significado único, vida.
— Férias sua linda! Te esperei por tanto tempo!— digo saltitando de alegria enquanto saio do colégio.
— Vou fingir que nem conheço essa maluca.
Ouço Ana resmungando logo atrás de mim.
— Nem vem! Você também estava louca pra que essas férias chegassem.— acuso entrelaçado meu braço no seu enquanto andamos desengonçadas para a calçada.
— Sim, se o seu conceito de férias for ficar em casa durante um mês inteiro.
— Como assim? Sua família não vai viajar esse mês?— pergunto confusa. Ana e sua família sempre viajavam nas férias, até nos feriados, dinheiro pra isso né?
— Meus pais resolveram sair em uma segunda lua de mel, então vou ter que ficar em casa suportado o enjoado do meu irmão sozinha por três semanas.— diz fazendo o seu biquinho engraçado de sempre.
Ouvimos buzina e olho para a rua, meu irmão está chegando para nos buscar.
— Olha pelo lado bom, você vai aguentar seu irmão por três semanas eu aguento o meu desde quando nasci.— digo e ela cai em uma gargalhada.
— Mas Luana, Fernando nem é tão chato assim.— eu estava quase discordando veemente quando outra bozina é ouvida. Garoto chato.
— É pra hoje Sam e Carly!
Fernando grita de dentro do carro. O que me faz revirar os olhos pelo apelido chato que ele se refere à nós duas quando estamos juntas.
— O que você disse mesmo Ana?
Ela coloca as duas mãos para tampar a boca ao tentar conter uma risada. Logo depois me abraça pela cintura e com a sua força um pouco brusca de sempre, acabo por sentir novamente a dor dá queda de alguns dias atrás.
— Ai Ana!— gemo de dor e ela logo afasta seu braço.
— Ah meu Deus, desculpa Luh. Acabei me esquecendo do seu machucado.
— Tudo bem.— levanto um pouco a barra do meu uniforme somente para ver o hematoma na lateral do meu quadril. Aquele cara me acertou em cheio.
— Juro que se eu tivesse visto o cara que te derrubou no shopping eu iria socar a cara dele de todas as formas possíveis sem usar necessariamente meus pulsos.
Não que seja pela primeira vez, eu me assusto com seu comentário violento, Ana pratica luta e eu sei que faria de tudo pra me proteger.
— Obrigada por isso, eu acho. Mas agora vamos sua polly pocket assassina.— eu a puxo chamando pelo apelido carinhoso que dei para ela. Ana se parecia mesmo com a boneca, porém por seu físico e sua brutalidade eu dei esse apelido.
Mas antes de chegarmos ao carro, meu irmão bozina mais algumas vezes repetidamente, sinto vontade de me esconder e fingir que nem conheço o maluco chato do carro.
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Movidos Pela Música
RomanceLuana Santos é uma jovem bailarina que só quer seguir seu sonho, mas um obstáculo sempre está em seu caminho. Quando sua vida muda de um dia para outro, ela reencontra alguém que nunca imaginou ver novamente. Ela encontra com pessoas que nunca penso...
