Notas do autor:
Isso é ficção e qualquer semelhança com pessoas reais é mera coincidência.
Tudo começou com a morte de minha mãe. Meu pai me visitava às vezes, mas depois de algumas semanas ele nunca mais veio. Eu e meu irmão caçula estávamos nos viramos da melhor forma possível já que éramos apenas crianças. Na época eu tinha doze anos e meu irmão tinha nove. Quando tudo parecia perdido conhecemos um rapaz com a minha idade seu nome era Daniel.
Eu e meu irmão saímos para dar um passeio, afinal precisávamos nos livrar um pouco da realidade. Apesar de tudo que passávamos meu irmão ainda achava felicidade para brincar em uma praça que ficava próxima a nossa casa, o que fazia eu me sentir mais triste, então fiquei sentado em uma das mesas o observando. Ao longe vi a silhueta de uma pessoa pequena, conforme ela ia se aproximando eu conseguia ver melhor. Percebi que se tratava de um menino, aparentemente ele tinha a minha idade, usava calça jeans azul, bota para trilha, blusa de botão xadrez nas cores branco e cinza, um casaco grosso azul fechado por cima da blusa e o capuz cobrindo-lhe a cabeça.
— Ei! – ele começou a falar. – Por que você está tão triste? – sua voz era suave e amigável.
— É que faz dois anos que a minha mãe morreu e eu tento sobreviver ao máximo com meu irmão. Acho que se os vizinhos não fossem legais, não estaríamos aqui hoje.
— Ah! – ele respondeu em tom solidário. – Meus pais morreram em um acidente de carro quando eu tinha oito anos e meu irmão mais velho está internado até hoje porque o hospital não consegue salvar ele e ele é a única família que me resta. A propósito eu me chamo Daniel e você?
— Eu me chamo Pedro. Como você paga o hospital pro seu irmão?
— Minha família tem um amigo que jurou cuidar de mim até que ele não conseguisse mais. Eu só o vi uma vez no meu aniversário de dez anos quando ele me ensinou algumas coisas e me deu alguns recursos. Ele disse que se chamava Esteves.
Naquele dia fazia trinta e cinco graus e Daniel estava vestido como se estive fazendo treze graus.
— Posso fazer uma pergunta?
— Já fez – ele sorriu – Diga.
— Você não sente calor não?
— Então. Os recursos que eu ganhei, chegam todos os dias pelo correio em uma caixa bem grande – ele disse fazendo uma ênfase em bem – Aí eu comecei a me perguntar o que eu faria com tudo aquilo, então eu me lembrei do que eu tinha aprendido, e comecei a construir coisas que pudessem tornar minha vida mais fácil. Por exemplo: esse casaco. Parece que não, mas ele é feito de aço e regula a temperatura do lado de dentro, assim eu não fico suado.
— Nossa como você fez isso?
— Isso já é segredo de produção.
Rodrigo se aproximou devagar como se sua vida dependesse disso.
— Quem é esse? – Rodrigo perguntou com medo.
Abracei-lhe e respondi:
— Ele é um amigo. Tá tudo bem.
Rodrigo relaxou e começou a perguntar:
— Por que eu não te vi antes? O que você quer? Por que você está aqui?...
— Ei calma – interrompi – Assim você o assusta.
Daniel riu.
— Você nunca me viu porque eu acabei de conhecer vocês. Eu estou aqui porque eu sabia que vocês estariam aqui. E eu só quero ajudar.
CZYTASZ
Gamers - O Projeto
General FictionEu estava sozinho, vivendo com meu irmão mais novo, sobrevivendo ao máximo sob a pressão dos acontecimemtos. Até que, do nada surge alguém com um papo de vida melhor e nos leva para grandes aventura. Quem ele era e o que aconteceu com a gente vocês...
