Nunca percebera de onde vinha aquele som, em grande parte devido ao medo e receio que sentia cada vez que ele se fazia ouvir. Sentimentos que nunca consegui explicar. Além disso, sempre me disseram que a curiosidade matou o gato. Apesar de ser um provérbio, dizem que há neles sempre um fundo de verdade. Eu prefiro não arriscar.........até porque....................
Não, hoje chega! Preciso de acabar com isto, antes que acabe comigo.
Fui avançando por entre o banho imenso de escuridão que me rodeava, sem saber por onde ia, apenas seguindo o som. Os metros que me pareciam separar da sua fonte, eram agora meros sentimetros. Esbocei um esgar. Estava mais animada. A sensação de medo deu lugar a adrenalina, uma adrenalina perigosíssima, capaz de me fazer cometer as maiores loucuras.
Como se alguém lesse os meus pensamentos e sentisse a minha presença, o som parou. Um cheiro nojento e imundo, quase a podre, provinha de uma sala iluminada por uma fraca luz. Por impulso desatei a correr para trás, sem querer dar nas vistas. A respiração ofegante e os nervos em franja.
Corri, corri, corri... os pés em ferida de roçarem o chão áspero, pedindo misericordia a um corpo assustado, sem quaisquer intenções de parar.
A certa altura, parei. Uma voz soava na minha cabeça. Um....dois....três....quatro....cinco....Melissa, esconde - te, o Freddy está a contar....! Abanei a cabeça numa tentativa de melibrar destes pensamentos, mas, quando olhei em frente, o que pensava ser imaginação, deu provas de que não o era. O sonho tinha- se tornado realidade. Três crianças vieram ter comigo e puxaram-me pelos braços, que cederam, completemente bambos e embasbacados. Indicaram-me um sítio e disseram para me esconder. Enquanto espero algum desenvolvimento, ponho- me a pensar: eu lembrava-me daquelas crianças. Como seria possível esquecer?! Ri-o. Sophia, Louisa e Stephan. Os meus companheiros de brincadeiras do tempo de Dungun.
