Tudo começou quando eu logo entrei no hospital. Todas as crianças me olhavam, por causa do meu cabelo. Eu fui a uma sala, que parecia um salão de beleza. No local havia uma mesa com vários tipos de tesoura. Eu logo me sentei na cadeira e uma mulher colocou um pano sobre mim. Ela puxou uma tesoura de ponta fina. Na hora eu fiquei muito tensa, mas eu sabia que tudo ia voltar ao normal. Ela virou-me contra a parede, sendo que eu não estava me olhando ao espelho. Aos poucos vi meu cabelo caindo ao pano e quando derrepente escuto um barulho forte vindo a minha orelha, senti aquilo gelado em minha cabeça e meu cabelo foi definitivamente caindo no chão. Minha mãe segurou minha mão e eu a olhei com lágrimas nos olhos. Logo que a mulher terminou, virou a cadeira e eu pude me ver. Eu estava definitivamente CARECA! Eu me odiei, queria meu cabelo de volta. Eu estava desesperada. Minha mãe me abraçou. A mulher disse que eu poderia usar perucas. Dei de costas. Estava muito triste.
Saí daquela sala e estava indo em direção ao meu quarto. Eu queria me esconder em um poço profundo. Como eu iria para escola? O que iam pensar de mim? Que eu era uma doente ridícula? Eu estava muito preocupada. Fui a um quarto que nele tinha duas camas separadas. Nele iria ficar eu e o outro paciente, que eu ainda não sabia quem era.
Eu me deitei na cama e minha mãe saiu do quarto sem dizer nada.
Minutos depois uma enfermeira chegou ao quarto com o paciente. Era o que iria ficar ao outro lado do quarto? Sim era ela. Eu a olhei. Era uma menina. Ela era bonita, usava aparelho e não tinha o movimento das pernas. A enfermeira a colocou na cama e saiu. A menina pegou um livro e começou a ler. Eu achei estranho, pois ela não olhou para mim até certo momento. Eu estava entediada de tanto que olhei para meus pés, eu me perguntava toda hora o porquê de parar ali.
Como eu disse até certo momento ela leu, derrepente ela moveu a cabeça na minha direção. Nós nos encaramos e ela começou a rir. Eu ri também e ri mais ainda porque eu não sabia porque estavamos rindo. Ficamos sérias do nada e ela sorriu me perguntando:
-Qual seu nome?
-Meu nome é Beatriz Moore. E o seu?
-O meu é Ana James. Você é nova aqui?
Fiz um sinal de afirmação com a cabeça. Ela sorriu para mim e continuou me encarando e fazendo perguntas.
-Você faz parte da família Moore, aquela que tem uma moça chamada Loren que é modelo e apareceu na revista Glamour?
-Sim ela é minha mãe! Você gosta dessa revista?
-Muito! Tenho muitas delas, toda semana minha enfermeira entrega uma para mim! Se você quiser uma emprestada é só pedir.
-Tudo bem.
Ela parecia ser bem legal e simpática, pelo menos ela foi comigo. Eu estava com uma vontade de lhe perguntar sobre seus amigos, mas não sabia se ela tinha.
Mais tarde minha mãe chegou com uma sacola. Nela tinha um lindo e grande estojo de maquiagem. Eu amei tinha de tudo que alguém poderia imaginar. Ana ficou surpresa, acho que ela gostava de maquiagem. Qualquer dia desses quando eu voltar para aqui eu irei fazer uma festa do pijama com ela.
-Mãe eu amei as maquiagens, você teve muito bom gosto em escolher tudo isso. E os batons? Todos da cor que eu amo! Muito obrigado mãe!
-Não foi nada filha. Você precisa realmente para passar o resto dos seus dias aqui feliz e se divertindo! Mas a mamãe precisa ir agora, às 15h20min preciso estar pontualmente para a sessão de fotos no maior estúdio dos Estados Unidos! Te amo.
Minha mãe fechou a porta e saiu correndo com seu salto pelas escadarias do hospital. Ana ainda estava de boca aberta com o presente. Eu não entendi a parte que minha mãe falou de passar o resto dos meus dias aqui. Eu iria morrer ou passar a vida toda aqui?
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Minha vida depois do câncer
Short StoryUma história de mudanças e emoções na vida de Beatriz Moore, logo depois que descobre que está com câncer. PLÁGIO É CRIME.
