Uma Noite - O Assassino

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  - "Depois daquela noite, nossas vidas nunca mais foram as mesmas."


           Dia vinte e cinco de maio, sábado por volta das três horas da manhã.. Eu nunca fui um garoto de rua, nunca fui fã de sair com amigos, ir para baladas, encher a cara, beijar na boca de muitas garotas, nunca fui esse tipo de garoto popular, mas com a idade, os lugares que gostamos de frequentar tornam-se outros e nessa noite eu havia saído com um grupo de amigos. Por volta das três horas da manhã nós estávamos voltando, rindo, conversando, um ou outro tropeçando nos próprios pés devido o quanto beberam e de repente, avistamos um carro preto balançando em uma esquina e um de meus amigos deu a ideia de irmos lá ver.
- Vamos lá cara! Deve ser algum casal trepando, vamos ouvir!
Ele convenceu a todos, até mesmo a mim, que não havia achado aquilo uma boa ideia. Depois de um pouco de aproximação, começamos a ouvir gemidos, eram gemidos femininos, dois de meus amigos riram e tomaram mais a frente, eu hesitei por um momento e os outros dois, correram mais a frente, foi quando eles pararam e engoliram a seco. O gemido tão alto e frenético havia parado, todos nós nos aproximamos, eu e meus quatro amigos, dois de um lado do carro e três do outro, agachados e bem lentamente, nos erguemos e tentamos olhar para o vidro do carro, foi quando um dos vidros traseiros se quebrou e eu e meus dois amigos, pudemos ver o rosto ensanguentado da mulher, sua mão tocou minha camisa e ela me agarrou, me sujou com seu sangue e de repente ela caiu pendurada pela janela quebrada do carro.

- Mas que por** é essa! C*****!

E os dois correram, eu fiquei paralisado, meu corpo não se movia e minhas pernas começaram a tremer, mesmo que em choque, eu pude ver atenciosamente um homem mascarado ao fundo do carro esfaqueando as costas dela enquanto parecia abusar de seu corpo, foi quando os outros dois do outro lado me puxaram e nós corremos como se não houvesse amanhã, dois gritavam, os outros dois apenas correram como se fosse a última coisa que fossem fazer e eu? Bem, eu depois de um tempo correndo, parei e olhei para trás e me deparei com o sujeito ao lado do carro, ele estava todo de preto exceto por sua máscara branca indefinível, e mesmo que distante eu podia perceber que ele segurava em sua mão esquerda um enorme facão ou algo semelhante. Meu coração parecia pular, minha blusa estava suja com o sangue da jovem e eu mal conseguia respirar, meu peito doía e apertava com força, minha garganta gelada me fazia ofegar, foi quando um de meus amigos me chacoalhou e gritou: - CORRE CARA!


E novamente quando dei por mim, pude ver que o sujeito havia começado a correr atrás de nós, era um jeito desengonçado e escroto de se correr, mas o sujeito corria e corria muito rápido, aquilo fez com que nós nos desesperássemos ainda mais e corrêssemos sem olhar para trás..

Hoje é dia dois de junho, dois desses meus quatro amigos foram encontrados mortos essa semana e eu estou aterrorizado, aquela imagem que eu vi não me permite comer, tudo que eu bebo eu acabo vomitando e o medo de sair de casa, é imenso! Não sei mais o que fazer, mas tenho certeza que aquele homem pegou meus dois amigos e está lá fora, esperando que nós três saiamos, para que ele silencie as únicas pessoas que testemunharam aquele acontecimento.


Texto fictício escrito em 2013.

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