Fugir: Afastar-se; distanciar-se de uma situação de perigo, de alguém ou de alguma coisa ameaçadora; Abandonar ou escapar.
É eu estou fugindo, mas eu tenho um bom motivo um não, vários. Meu namorado me traiu com a minha melhor amiga, meu cachorro morreu e meu pai me odeia.
Bom, ainda me resta a minha mãe, mas eu sei que ela é egoísta o bastante para não me deixar morar com ela, pois ela é focada demais no seu trabalho e eu não tenho lugar na sua vida.
Minha mãe é uma modelo internacional e por isso ela não tem tempo para mim, mas ela tenta compensar sua ausência com coisas materiais. E foi por isso que ela teve a brilhante ideia de me colocar dentro de um avião e me mandar para outro país.
Mas confesso que eu não fique triste com a sua decisão, porque pensando bem eu percebi que eu não quero mais ser a Aninha que não consegue se defender sozinha, a aninha que foi traída pela própria amiga.
Agora dentro desse avião, olhando pela janela vejo que me escondi por muito tempo, mas agora eu irei recomeçar, mudar. Começando pelo meu nome. Apartir de agora eu serei Júlia, Ju para os mais íntimos. Não é exatamente uma mudança de nome, já que meu nome é Ana Júlia, mas no Brasil todos me chamavam de Ana então é uma certa mudança.
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O avião está aterrissando, meu coração está acelerado mas agora não dá mais para voltar atrás.
Já estou no aeroporto, procurando por uma mulher loira que deveria estar segurando uma plaquinha com o meu nome. Pelo que a minha mãe me contou em uma das nossas curtas conversas, ela deve ter uns trinta e seis anos e seu nome é Marie, então eu imagino que ela deve ser bem jovial e alegre.
Mas a mulher que está segurando a única folha com o nome Ana Júlia escrito, aparenta ter no mínimo uns quarenta anos e seu semblante é extremamente sério. Enquanto eu caminho até ela, eu torço mentalmente para que ela seja a motorista e não minha "mãe", porque pela cara dela, ela não está nem um pouco feliz.
-Você deve ser a Srt. Souza. - ela disse enquanto me analisava dos pés à cabeça enquanto franzia levemente os lábios.
-Somente Júlia, por favor. Eu agradeço muito por me receber na sua casa. - eu respondi.
Ela apenas balançou a cabeça e me mandou segui-la até o carro. No caminho até a sua casa ela falou as regras da casa e comentou que tinha um filho, mas que ele não estaria em casa para me receber pois teria treino de futebol americano. Essa conversa durou uns cinco minutos, quando ela terminou de falar ela apenas me olhou para ver se eu tinha compreendido e nós fomos o resto do caminho caladas.
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Ao chegar na minha nova casa eu pude constatar que ela era enorme, mas eu não esperava nada menor vindo da minha mãe. Marie me mostrou o meu quarto e logo depois disse que teria que sair, me deixando sozinha.
Meu quarto era lindo, tinha uma cama de casal, uma penteadeira, escrivaninha, closet, banheiro, mas o que mais me chamou a atenção foi o espelho que cobria uma parede inteira.
Desde pequena eu adorava um espelho, aos meus três anos ele era o local onde eu ensaiava as minhas caretas, com doze anos era em frente à ele que eu cometia os meus pequenos desastres envolvendo meu rosto e um quarteto de sombras, e agora aos dezessete eu gosto apenas de me olhar e refletir sobre a menina-quase-mulher que eu me tornei.
Nesse mesmo dia eu conheci a minha escola e mesmo que os meus pais tenham muito dinheiro, a escola que eu estudava no Brasil não chega aos pés dessa aqui.
Mas o que eu mais gostei foi poder escolher as minhas matérias, ou seja eu nunca mais teria que estudar nenhuma célula na minha vida. Claro que tinham matérias obrigatórias, mas só pelo fato de que eu não estudarei biologia eu já fico muito feliz.
Minhas outras aulas eu escolhi com base no horário do meu "irmão" ou hostbrother, afinal eu não
conhecia ninguém e em último caso eu grudaria nele. Eu só esperava que ele fosse legal.
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Oiiii pessoinhasssss!!!!! Mais uma historinha para vocês. Espero que gostem! Cliquem na estrelinha para me ajudar 😊😊😊
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Uma viagem pra lá de diferente
Teen FictionO que você sentiria se tivesse a chance de começar a sua vida do zero? Com novos amigos, num novo país e até com um novo nome. Muito louco, né? Mas foi exatamente isso que aconteceu com Ana Júlia, uma brasileira no alto dos seus 17 anos, que decide...
