Capítulo Um

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A correria na editora do jornal era tensa, jornalistas correndo para cá, editores para lá, uma confusão só! Saiu uma ótima manchete, e nós tínhamos que publicar antes que outros jornais fizessem o mesmo.

Na minha sala também estava uma correria, redatores entravam e saiam, mostrando-me as matérias e pedindo minha aprovação.

Resolvemos que era hora de parar para o almoço, quando tudo estava aprovado, as manchetes já estavam sendo impressas e tudo sendo encaminhado para a publicação. Voltei à sala, pois até então eu havia ido comer na praça de alimentação da empresa. Sentei em frente à mesa do meu escritório e coloquei meus pés em cima da mesma, o dia estava maravilhoso, ensolarado e quente, típico de Los Angeles. A calmaria acabou no momento em que meu celular começou a tocar. Era a doente mental da minha esposa "ou ex-esposa", como eu comecei a chamar. Ultimamente, ela estava me tirando do sério, na verdade, acho que ela me tira do sério desde que nos casamos, mas só percebi isso agora. Sabe aquela personagem de Orphan Black? A Rachel! Então, pense  na Helen como ela, só que mil vezes pior.

O melhor a se fazer era atender, caso contrário, a louca iria me perturbar infinitivamente.

- O que você quer, Helen? - disse aborrecido, assim que à atendi. - Caso você tenha esquecido, eu estou no meu local de trabalho, não posso atender ligações fúteis. - continuei.

- Então, inútil, só liguei para te avisar que amanhã iremos nos encontrar com aquela minha amiga advogada, que te falei semana passada. - ela respondeu, com a vozinha irritante que possui - E, desculpe-me por te ligar, precisava te avisar isso, afinal você não aparece mais em casa, nem para ver seu filho. Parece que quando você chegar aqui eu vou te prender. - rebateu com a mesma vozinha.

Eu odiava quando ela fazia isso, odiava mesmo. Colocar nosso filho na situação a qual estávamos passando me deixava possessivo. Evan era um ótimo garoto, ele era muito perceptivo e inteligente, apesar dos quatro aninhos que possuía.

- Ok, Helen, obrigado por avisar. E não se preocupe, eu vou passar em SUA casa, para pegar nosso filho e levá-lo para onde estou. - a respondi sem paciência.

Eu não estava vivendo na mesma casa que Helen. A convivência com ela se tornou insuportável a partir do momento em que ela começou a controlar meus horários. Havíamos nos separado há três meses, mas, depois das palhaçadas que a Helen começou a fazer, resolvi sair de casa, e como afronto por conta da minha saída, Helen resolveu entrar em contato com a justiça, para nos divorciar no papel. Mal sabe ela que foi a melhor decisão que resolveu tomar, assim me fez evitar a dor de cabeça que seria contatar a justiça.

- Você podia me dizer onde está morando, iria te facilitar um monte, você não precisaria passar aqui depois do trabalho para pegar o Evan. - ela resolveu abrir boca.

- Eu não seria louco a esse ponto, Helen. - falei irritado - À noite passo aí, não me incomoda ter que pegá-lo. - respondi.

Desliguei em sua cara, antes que ela resolvesse falar mais alguma coisa. Eu não tinha perdido a minha sanidade e falado o meu endereço para a Helen, seria capaz dela me aprisionar na minha própria casa. Do jeito que ela é, eu não duvido nada. 

Após o dia corrido que havia acontecido no jornal, achei melhor ir para casa. Estava doido para tomar banho e descansar um pouco. Arrumei toda a minha sala, joguei coisas fúteis no lixo, limpei o local e fechei tudo. Eu não consiga deixar meu escritório sujo, era mais forte do que eu. Lembrei-me que ainda tinha que passar na casa da Helen e pegar o nosso filho. Ele tinha me ligado durante a tarde para saber se eu ainda iria pegá-lo, e é óbvio que eu não o desapontaria.

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