Capítulo 1

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Anne Pov

Era Natal, e eu estava ansiosa, era naquela noite, e não podia ser outra. Eu não podia mais adiar, já tem dois anos guardando tudo isso pra mim, e hoje eu ia falar para ele que eu o amo.

Vocês devem estar se perguntando quem é essa doida aí que está falando coisas nada a ver, e blá blá blá. Vou me apresentar.

Meu nome é Anne Brant Amorim, tenho dezesseis anos, e estou apaixonada pelo irmão do melhor amigo (Daniel). Só que, para ele eu sou apenas a amiga do irmão dele. E isso dói muito, queria ter coragem de me abrir pra ele, e contar tudo que eu sinto. Mais eu penso que ele não vai querer, penso que ele vai rir da minha cara e espalhar para todos aqueles amigos idiota dele. Então eu guardo esse sentimento apenas para mim.

Me sento no sofá e pego meu celular, mando uma mensagem para meu amigo que vai passar Natal comigo.

Anne - Cadê você?  😒 -  20:37PM

Monstrinho ❤ - Estou saindo de casa 😀. - 20:40PM

Visualizo a mensagem e guardo o celular, fico entretida com as crianças sentada pelo tapete da sala, brincando. Ainda bem que ele mora aqui no lado.

- Boa noite. - escuto uma voz e sinto o cheiro do perfume que já conheço invadir minhas narinas. 

Me viro e é ele mesmo, Miguel está cumprimentando todos que estão na sala de estar, assim que me vê abre um sorriso e ele vem em minha direção.

Miguel - Nada apressada você né?

- Claro, tem que ser pontual querido.

Miguel - Ah para, nem demorei.

Me levanto e dou um abraço, ele da um beijo em minha bochecha em seguida.

- Ainda vou roubar esse perfume pra mim. - digo assim que termino o abraço.

Miguel - Não tem necessidade. - ele da um sorriso.

Quando eu ia fazer uma pergunta, minha mãe chamou Miguel perguntando se ele queria algo.

E ele, obviamente, aceitou um copo de vinho. Já falei que não gosto de bebidas alcoólicas? Então, não gosto. Mais também não me importo com que bebam perto de mim.

Ele veio com um copo cheio e eu automaticamente revirei os olhos.

Miguel - Só um copinho.

- Eu não falei nada. - dei um sorriso seco e me sentei. - Depois vamos na sua casa que eu quero desejar feliz natal a seus pais também.

Ele assentiu e deu um gole em seu vinho. Continuei encarando as crianças brincarem.

Senti uma mão quente em minha coxa e olhei para Miguel.

- O que você está fazendo? - sussurrei e afastei a mão dele da minha coxa.

Miguel - Nada ué. - ele deu um sorrisinho de canto. - Vem, vamos lá em casa.

- Mais ainda não é meia noite. - olho a hora no celular.

Não vou negar que não quero ir, vou ter duas chances de falar com Daniel. Se não for agora, vai ser depois de meia noite.

Miguel - Vamos lá, voltamos antes de meia noite.

- Tudo bem...

Me levantei e fomos até a cozinha onde estavam meus parentes conversando.

- Hmm... Pai? - chamei e ele olhou, fiz um sinal com a mão e ele veio. - Vou na casa do Miguel rapidinho falar com a mãe dele, tudo bem?

Gustavo - Tá bom, só volta antes de meia noite.

Assentiu

- Avisa minha mãe.

Ele fez um concordou e fui até Miguel que me esperava na sala. Ele colocou os braços em volta do meu pescoço e assim fomos. Quem olha assim deve pensar que somos namorados.

Amo esses momentos com Miguel. Tudo começou quando eu tinha doze anos, eu ia muito em sua casa brincar com sua irmã que ainda era bebê, eu amo bebê. E ele ficava lá, olhando. Até que começamos a brincar com ela juntos e não nos separamos mais, e ele me trata como uma irmã.

Foi em uma coisa tão simples que nos tornamos grandes amigos, apesar da idade. Ele é sete anos mais velho.

Miguel abriu a porta de sua casa, e lá estava sua mãe com seus irmãos. Mariane e Daniel, a pequena que já não era tão pequena veio correndo e me deu um abraço. Daniel desviou o olhar do celular por alguns segundos e voltou ao mesmo.

Mari - Oi Anne.

- Oi Mari, tudo bem? - devolvi o abraço e ela assentiu.

Fui até mãe de Miguel e dei um abraço nela.

Dinah - Oi querida, você está linda. - sorriu amigavelmente.

- Obrigada, a senhora também! - retribui o sorriso.

Miguel - Só viemos aqui dar um abraço mesmo, e pegar um negócio lá em cima.

Olhei pra ele. Que negócio? Não estou sabendo de nada. Ele me puxou pelas mãos e fomos até seu quarto.

- Pensei que fosse só para dar um abraço em sua mãe e na Mari. - digo assim que já subimos as escadas.

Miguel - E pegar seu presente também. Quero ser o primeiro a te dar o presente.

- Tudo bem então.

Entramos em seu quarto, me sentei na cama e ele foi direto ao closet, voltando com uma caixa pequena em mãos.

Peguei a caixa, e tinha um colar dentro, com um pingente de coração, mais tinha um espaço que tinha o formato de uma chave.

- Uau, é lindo. - peguei ele é dei para ele colocar. - me virei e senti seus dedos roçar em meu pescoço, me causando um arrepio.

Assim que ele terminou me virei.

- Cadê a outra parte?

Ele tirou do pescoço em seguida, amostrando a chave que se encaixava perfeitamente no meu cordão.

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- Obrigada. - dei um forte abraço nele, mais tive que levantar na ponta do pé. - Eu amei.

Miguel - Eu sei. - diz todo convencido.

- Seu bobo. - dou um tapinha nele. - Agora podemos ir?

Miguel - Não, eu tenho uma coisa...

A porta do quarto se abre e Daniel nos olha normalmente.

Daniel - Dona Dinah está te chamando, Miguel.

Ele segurou em minhas mãos e eu balancei a cabeça positivamente pra ele ir lá.

Miguel - Já volto, fica aqui. - diz e sai do quarto deixando apenas eu e Daniel, que ainda permanecia parado na porta me olhando.

É agora ou nunca.

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Oi amores ❤

O que acharam? Comentem e dêem estrelinhas. ☀😊

Bjs

#Luuh

Anne Where stories live. Discover now