Estou andando de bicicleta até a casa de William, o bairro que ele mora é bem agradável, grandes árvores, gramas verdes, tem um grande parque nas imediações da casa dele. Depois de quinze minutos chego até a casa dele. Costumamos chamar este bairro de Bairro do Azul-Celeste, cores em comum entre nós; cor da casa dele, e a cor dos nossos olhos.
Toco a campainha abre-se a porta, a mãe de William aparece e me recebe com um abraço.
— Hey Benjamin! - ela diz com um grande sorriso estampado no rosto
— Hey, mrs. Isabelle, como vai?
— Vou bem, Ben. Obrigada por perguntar.
— William está em casa?
— Sim, você quer que eu o chame?
— Gostaria sim, muito obrigado.
— Por nada, sweetie. Vou chamá-lo.
Minutos depois William aparece
— Hey babie
— Hey Will, senti saudades de você.
Andamos até o quintal e deitamos na grama. William me abraçava e fazia cafuné no meu cabelo.
— Uh… No domingo, eu, meus primos e alguns amigos iremos até a praia e faremos um churrasco. Você quer ir com a gente?
Meus olhos ficaram arregalados. Provavelmente poderia ter álcool, e isso é ruim. Meu tio começou a beber após minha tia ter falecido de câncer. Eu não poderia dizer não, quebraria o coração dele.
— Uh… Eu aceito.O que poderia acontecer de tão ruim nesse churrasco?
— Okay, amanhã, então.
— Falo com minha mãe quando chegar em casa.
— Vejo você amanhã?
— Yeah, prometo…
Fecho a porta silenciosamente e sigo em direção à minha casa.
