Capítulo 1

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Acordo a gritos da minha mãe será que ela não entende que eu não gosto de ir para escola? Justo em uma Segunda?
- Já vou!.levanto e vou no banheiro, escovo os dentes e arrumo meu cabelo depois saio.
Vou ate meu closet e pego minha roupa, visto e desço pra cozinha.
- Sua irmã ligou. Minha mãe fala assim que entro na cozinha.- Perguntou se você vai com ela pra igreja hoje.
Reviro os olhos, nunca gostei de ir para igreja nem quando meus pais me levavam pra igreja católica eu gostava, tudo porque na igreja católica eu durmia e nas igrejas evangélicas que eu fui até hoje o assunto sempre foi chato. Minha familia toda era da igreja, meus irmãos eram crentes e meus pais católicos e eu não frequentava nenhuma porque cá em nós eu tenho 16 anos, não preciso viver dentro da igreja pra ser feliz.

- Lógico que não, não tem pra que. Falei irritada.

- Mas. Minha mãe começou a falar mais interrompo. - Tá bom mãe, te amo, tchau. Dou um beijo nela e saio.

Sempre me chamavam pra ir à igrejas e tal, mas eu sempre falava não. Meu irmão era desviado e vivia feliz sem Deus . Porque eu também não podia?.
Peguei meu celular e comecei a ouvir meus rocks, eu amava escutar rock porque eu sentia raiva e descontava na música, sonhava em matar pessoas, era legal.

- Abigail. Manu me chama.

Manuela Sanches era minha amiga da 8° serie, nos conhecemos na 7° serie quando minha amiga Sabrinae apresentou ela, depois disso adicionei ela nas redes sociais e comecei a conversar com ela assim do nada. Comecei a conversar com ela em dezembro, foi uma atitude minha na verdade porque nós duas éramos tímidas - eramos não, ainda somos - eu encarava ela e ela me encarava, e nenhuma de nós falava. Foi quando um dia ela estava entrando na sala e eu falei alto: Oi Manu!. Ela me olhou tipo: Porque você gritou pra sala toda ouvir? . mas mesmo assim respondeu com oi animado. De lá pra cá nós nunca paramos de conversar.

- Que foi?. Coloco minha mochila na mesa e saio da sala.

Ainda estava cedo e ninguém havia chegado ainda.

- Quer ir no culto domingo?. Ela fala me acompanhando pra fora da sala.

De novo isso?

- Não to afim. Falei seca.

Manu sabia que eu não gostava de ir para igreja e mesmo assim insistia.

- Olha!. Ela fala me fazendo virar. - Você sabe que eu não desisto okey?. Reviro os olhos porque sabia que Manu era chata.- Então, vai chegar um dia que você vai enjoar de ser "a revoltada". Fez aspas com o dedo.- E vai querer saber mais de Deus. Ela cruza os braços.

Revirei os olhos me poupe.

Os alunos começaram a chegar, eles colocavam as mochilas em suas mesas e iam pra fora, esperando o professor chegar.

- Vem Abigail. Manu me puxa pelo braço.

Como nossa sala era a primeira do corredor, Manu me puxou até a ultima pra que eu não sei.

- Você precisa conhecer a Isabella. Me puxa.

- Calma linda. Tento me concentrar em não quebrar a minha sandália.

Quando chegamos na sala, Manu cumprimenta suas amigas, já eu fiquei em pé afastada delas.

- Pois é. Manu fala rindo. - Gente! Essa é a Abigail. Ela fala virando pra mim.

Percebi que naquele grupo não tinha só garotas, tinha também um garoto e isso me deixou um pouco tímida.

- Oi. Falei meio incomodada por todos estarem olhando pra mim.
- Oie. Todos menos o menino falaram.

Não sei porque mais aquele garoto ficou me encarando. Olhei para minha roupa, não estava mal. Usava camiseta do uniforme, uma blusinha bege por cima, calça jeans e uma sandália que era maior que meu pé -que eu não sei pra que usei naquele dia-

- Oi. Falei pensando que o menino não tinha escutado meu outro oi.

Mas, ele não era surdo, concerteza ele escutou meu primeiro oi certo?. As pessoas dizem que eu tenho cara de antipática será que ele viu isso? Mais ele nem me conhece ou será que ele me achou feia, mas quando as outras pessoas percebem que você é feia elas te comprimentam certo?. Porque eu estava pensando tudo aquilo ele nem me conhecia.

- Oi. Ele fala sem tirar os olhos dos meus.

OMG ele respondeu, quer dizer que eu não sou tão chata assim ou sou?. Fico olhando nos olhos dele, eram bem verdes e o sol pela janela batia de leve bem nos olhos dele, olha, se eu fosse pintora eu pintaria aquela imagem mais só tem um problema eu não sei desenhar!. Os olhos dele eram lindos, sabe quando você não quer deixar de fazer o que você esta fazendo porque está gostando, exatamente isso que estava acontecendo comigo naquela manhã. Olhei as pessoas da sala, estavam tão ocupados no que estavam fazendo, as garotas amigas da Manu estavam fazendo alguma coisa que não deu pra ver. Olhei pra frente e lá estava ele ainda na mesma posição me encarando. Ele tinha as sobrancelhas grossas, seu rosto me pareceu tão familiar mais não me lembro de ter visto ele antes então prestei atenção no meu coração, não senti nada mais mesmo assim estava acelerado, como se alguma coisa me tocasse mais o que?. Naquele momento eu não conseguia concluir nada, só ficava olhando pra ele é como se quando eu olhasse para outro lugar meus pensamentos estivessem vazios mais quando eu olhava pra ele, tudo bagunçava. Olhei pra outros lugares, foi como se meu coração tivesse ficado triste com aquilo só que quando eu olhava pra ele a bagunça toda voltava, o que estava acontecendo meu Deus?.
Só que isso tudo foi em vão porque não conhecia ele e não podia sentir nada.

ABIGAILHistórias para pegar e não largar. Descubra agora