"Acordei sentindo todo o peso do mundo em meus ombros, aquela manhã seria difícil.
Levanto da cama devagar, bem sonolento enquanto absorvo a imagem do meu quarto. A parede branca; Cortinas roxas; O guarda roupa creme; O sapateiro marrom; O meu computador preto; e por fim o espelho.
O espelho, me mostrou uma coisa interessante nesta manhã maligna - o espelho me mostrou o quanto sou frágil e que daqui em diante as coisas mudariam drasticamente -, esse sou eu? Se for quem era aquele cara feliz e de bem com a vida da semana passada.
- Ele morreu - digo, encarrando o meu reflexo que demonstrava toda a tristeza que eu estava sentindo em meu peito, completo a frase - junto com a mamãe.
Paro de me olhar no espelho e procuro sair do meu quarto sem derrubar uma lágrima do meu rosto.
Eu nunca mais a veria. O câncer foi a pior coisa que aconteceu a minha mãe e a nossa família, quando fomos informados sobre a doença foi um choque drástico, desde aquele dia eu sabia que a morte estava próxima da minha mãe e a matava aos pouquinhos. O tratamento era muito caro, muitas vezes tivemos que pedir dinheiro "emprestado" ou consegui-lo de outra maneira. Os cabelos da mamãe caíram, enquanto eu via a tristeza no olhar não só dela como no da minha irmã caçula que assim como os adultos parecia entender que a morte rodeava a nossa mãe e ela poderia leva-lá a qualquer ano. Qualquer mês. Qualquer semana. Qualquer dia. Qualquer hora. Qualquer minuto. A qualquer segundo. E então a morte levou a pessoa que eu mais amava no dia 7 de setembro de 2015.
Sinto saudades de abraçar o meu amor, minha florzinha mais linda do jardim, enquanto eu chorava por medo do escuro ou dos raios e trovões, você amenizava o meu medo e tristeza, me dava forças para continuar tentando e tentando,te amo demais, e pra sempre minha linda mãezinha."
Rascunho: Falei com a mãe do Gabriel uma vez apenas, a vi por foto e conversei com ela por telefone. (Entre 2013-2015)
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Para as(os) minhas(meus) amadas(amados)!
Teen FictionEscreverei esse diário como se fosse cartas de histórias para as pessoas por quem eu me apaixonei ou estou apaixonado no momento, sempre escreverei o nome da minha amada ou do meu amado. Assinado: B. Maling
