Capítulo 1

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Ah os humanos

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Ah os humanos... Essas pequenas criaturas que acreditava estarem sozinhas no universo, como eram tolos. Como um lugar tão vasto poderia ser a casa de somente uma raça? Meio improvável, não é? Foi isso que eles logo descobriram.

Em 2900 os humanos descobriram os universos além de suas cabeças. As viagens intergalácticas. Foi um sucesso. E também uma tragédia. Tantas vidas perdidas. Houve guerras nos primeiros contatos com raças diferentes, o novo era desconhecido e por isso não tão aceito. Por fim com os acordos de paz os humanos superaram mais essa etapa.

Logo os planetas estavam interligados, viagens à velocidade da luz. A Terra não era só a Terra. Nem só dos humanos, a Terra havia se tornado universal. Assim como todos os outros planetas nos milhares de galáxias lá fora.

Em 4500 tudo aquilo já não era mais novidade. Novas espécies? ETs? Inteligência Artificial? Tudo coisas comuns, ou conceitos do passado.

É nesse contexto que Danyelle havia nascido. Filha do embaixador da Terra, queridinha do papai. Mas algo deu errado. Em uma viagem a Andrômeda, planeta em outra galáxia, a nave do embaixador foi invadida pelo o que parecia simples ladrões intergalácticos. Mas era bem mais que aquilo. Aquele foi um crime encomendado por pessoas muito poderosas.

-- Pega isso querida. - a mãe da garota entregou um colar para ela. - Vá e não olhe para trás, nunca revele sua verdadeira identidade ou correrá perigo. Você é forte, sei que conseguiram sobreviver sozinha. - a mãe da garota prendia o cinto do pequeno pod de fuga. - Não esqueça que sempre te amaremos.

Tiros foram escutados quando a porta do pod se fechou. A mãe da garota apertou o botão ejetar, segundos depois ela foi atingida por tiros que mancharam a pequena janela de vidro do pod. Danyelle nada pode fazer, além de ficar ali parada chorando copiosamente.

A família de Dany estava morta. Ela estava só na galáxia, sem poder confiar em ninguém. Apenas com 16 anos. Sem poder confiar em ninguém. Dessa vez era somente ela. A jovem estava totalmente perdida e destruída por aquela dor que não parava.

(...)

Mais um "dia" naquele fim de mundo, já que em Nebulosa não existia sol. O Sol daquele sistema queimava totalmente negro, fornecendo apenas calor e uma luz fraca. No começo foi difícil para Dany se acostumar com aquele ambiente, mas depois de tantos anos passando pelos piores lugares viver sem a luz do sol não faria mais diferença.

Dany pegou o medalhão que havia recebido da mãe, suspirando pesadamente, entrando em seguida no bar em que estava trabalhando. Apesar de ser uma fugitiva ela precisava de dinheiro e aquele era o único trabalho que ela havia conseguido. Ela pegou o avental azul e amarrou na cintura começando a atender os clientes ali presentes, como sempre Blauser, o enorme dono do bar, brigou pelo atraso da mulher.

Alguns oficiais da Central entraram no bar, eles se dirigiram para uma mesa no fundo do bar.

A Central era a força policial e militar que abrangia toda a galáxia, com sede em todos os sistemas e planetas. Depois da universalização era complicado que cada planeta tivesse sua própria policia, isso dificultaria muito o trabalho de todos. Por isso o Conselho criou uma lei e decretou a formação da Central, uma força policia e militar intergaláctica com jurisdição em todos os sistemas solares.

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