Capítulo 1

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-Angeline, Angeline acorde. Os toques brutos na porta não deixam dúvidas de que é meu irmão e provavelmente estava ancioso pela mudança.
Viro para o lado, me deparo com o relógio alegando as 5:30, olho para o teto tentando achar uma solução para tudo, deixar tudo para trás me incomodava ao extremo, deixar tudo o que conquistei, meus amigos, a escola, tudo me deixaria com saudade, até mesmo as velhas senhoras que passavam toda manhãzinha na rua murmurando sobre a vida dos outros.
- Ange não finja que não está me escutando. Voltei para a realidade, estava perdida no mundo da imaginação, no que no momento era o melhor que havia para se permanecer. Stevan parecia irritado. Então respondi com cautela: - Bom Dia, já vou indo, só vou tomar um banho.
Era o melhor a se fazer, entrei no banheiro, no qual estava vazio, nele lhe restará somente o chuveiro, tudo ali logo estaria jogado em um simples caminhão de mudança, ali fiquei por mais alguns instantes, intacta, foi questão de alguns segundos uma dor transcorreu pelo meu corpo, me fazendo contorcer, tentar chamar alguém, mas o esforço foi em vão, nenhuma palavra ao menos eu era capaz de pronunciar, fiquei completamente atônica, com medo de que algo me acontecesse. Não aguentava mais de tanta dor.
Algo me dizia, sussurando em meu ouvido para que eu permaneça aqui, ou algo acontecerá de ruim em minha vida.
Minha mãe entra no banheiro sem ao menos bater na porta e me tira imediatamente daquele transe, minha respiração estava ofegante, ela viera me perguntar se estava tudo em ordem para partir, concordei com a cabeça e em seguida saiu fechando a porta.
Depois de pronta, desci as escadas destinada ao carro, era o certo a se fazer, uma proposta como essa não irá aparecer novamente tão cedo. Com todas as minhas coisas dentro daquele caminhão, que diante de todo aquele longo percurso, nos seguia bem de trás.
Aquele sol refletia na janela do carro, que depositava sobre mim aquele calor infernal, depois de aproximadamente 3 horas de viajem, estava enjoada, com uma cólica, que não aliviará de maneira alguma. Resolvi pedir ao meu pai para que parece em algum posto para que eu pudesse usar o toalete.
Meu pai sempre foi um homem com conceitos e características iguais a de um pai comum e preocupado com a condição de vida que ele favorece a sua família, ele estava sempre quieto e pensava bem antes de usar palavras.
Não queria incomoda-lo mas com certeza a dor era maior.
- Pai, pare em um posto o mais rápido possível, estou com muita dor. Ele com seu feito calmo acenou levemente com a cabeça, disse que o posto ficava a um quilômetro dalí. Suei frio, não estava aguentando mais, até que meu irmão grita:
- CHEGAMOS! Era tudo o que eu mais precisava ouvir naquele momento. Desci imediatamente do carro e corri para o banheiro.

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⏰ Ultimo aggiornamento: Jul 22, 2018 ⏰

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