#1

38 4 2
                                        

Na minha vida, indiferente de qualquer pessoa, meu ciclo de amizade sempre esta em constante transformação e mudança. Obviamente, tenho uma pessoa para contar, que esta lá para o que der e vier sem dúvida alguma. Se tem uma coisa bem comum em qualquer relacionamento e amizade, são brigas, de todas as formas e motivos, que machucam e ferem, mas ensinam e esclarecem coisas. Afinal, nenhum relacionamento é a base de beijos e abraços, e não vai ser o meu o diferente.

Meu nome é Hamanda (se pronuncia 'Amanda') e tenho 15 anos. A esperada idade que qualquer menina deseja ter. A idade que finalmente meu pai largou o "quero ver seu batom quando voltar pra casa", para o "juízo e se valorize", o que seria um grande passo, afinal, ele não está cobrando nada que todas devem ter/ser. A idade que você pode optar pela viagem, ou festa, que tanto causa dúvida.

Sou estudante do Ensino Médio, e estou no 1° ano. A pior coisa para uma adolescente que estudou durante doze anos na mesma escola, aconteceu comigo. Entrando para o Ensino Médio, meu pai, procurando um ensino melhor para que eu me desenvolvesse mais, me mudou de colégio. Mal sabia ele no que estava me metendo.

Durante as férias, fiquei de nostálgica, a ansiosa. Procurei ver meus amigos o máximo que pude, já que durante o ano não seria com frequência, seria mais complicado e apertado. Assim como também estava curiosa para saber como  seria a nova escola, na qual eu não tinha conhecimento nenhum sobre, nem conhecia nenhuma pessoa de lá, para me fazer companhia ou conversar sobre qualquer coisa durante as aulas, ou até mesmo no intervalo.

Eu moro com meu pai em São Paulo, em um bairro onde todos os meus vizinhos, amigos do papai, tem filhos que são meus amigos desde... que eu me entendo por gente! Eles são a família que eu não tenho por perto, e sou muito grata por isso. Toda a minha família, mora em Belo Horizonte. Inclusive minha mãe, que é separada do meu pai, com meu irmão. Ela casou novamente, e desse casamento teve meu irmão caçula.

Meu irmão chama Andrew, não me pergunte sobre a criatividade da minha mãe ao escolher nomes... tem 9 anos, e é o melhor jogador de peteca que eu já vi. Eu vejo ele e minha mãe, duas vezes ao ano, nas férias de janeiro, e no aniversário dele, em setembro. Por mais que haja essa grande distância entre nós, somos muito apegados e unidos.

*to bem de boa*Where stories live. Discover now