《Hēłłyř Øłfrenkarđ》

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Sentia que meu corpo estava prestes a se quebrar, como o mais tenro vidro nas mãos de uma criança descuidada...

No avanço, por estradas e trilhas de terra, pela Fłøreşţă đĕ Ēriţrină Łesţē, meu coração acelerava, como o trote dos quatro Šereş puxando minha carruagem, estes sendo exemplares puros de Čavałøş Frønţĕş, comuns nos Řeinøş centrais do Čønţinenţē, chegando a dois metros de altura, com pelos negros e crina branca, descendo rente as patas dianteiras.

Ao lado da estrada meu olhos, num tom azul ardósia claro, perdia o foco em meio as folhas ciano nos galhos das árvores a nomear a floresta, árvores essas que podem chegar a seis metros de altura, com raízes, entrelaçadas, num tom dourado escuro como os incontáveis caules a perder de vista.

Meus pensamentos estavam em meu noivo, ou melhor, em meu marido, pois sequer haveria cerimônia de casamento...

Como poderia ser o homem com quem estou casada?

Tudo o que consegui descobrir a respeito daquele que agora era um comigo nem mesmo me guiara a seu verdadeiro nome.

Meu esposo vivia distante de qualquer cidade, na Mønţanhă đĕ Čeū Čałicē, que pela Fłøreşţă đĕ Ēriţrină Łesţĕ é cercada.

Aquele que me chamará de esposa não possui, como os três esposos de minhas três irmãs, origem Ňøbrĕ, tão pouco, diferentemente das três Časăş casadas com meu sangue, retém exército ou armamentos.

Que poder tem esse homem que atraira o interesse de minha mãe, que pode ter impressionado mais aquele olhar, sem sentimentos, que a riqueza e a influência de todos cercando a Řainhă đĕ Řuşşełiă Činzenţă?

Meu único conforto é saber de sua origem distante do conflito nomeado Ğuerră đaş Ňuveňş, que completara seu sexto ano, tendo em mortos, entre Ňøbrĕş e Płebeūş, do Řeinø đĕ Řuşşełiă Činzenţă e do Řeinø đĕ Ňesperă Čełeşţiał, o número de vinte e seis mil.

Quando avistei a Mønţanhă đĕ Čeū Čałicĕ, distante, branca como a neve do inverno mais enfermo, dei-me conta que minhas irmãs estavam passando pela mesma situação, não deveria eu, sem egoísmo, estar preocupada com elas?

Łycevă Øłfrenkarđ era a mais jovem das filhas da Řainhă Ţharĕm IV, havia sido prometida ao Đuquĕ đĕ Čeđrø Ūnificađø, um homem que havia herdado o título do pai após a morte do mesmo num conflito no Vāłĕ de Čałianđră Vīrgĕm.

Řuş Āchøđ era chamado o Đuquĕ, que nesse momento deve estar com minha pequena irmã em sua cama, segundo as falas na corte, esse era um Ňøbrĕ honrado como o pai, que crescera no conflito mais do que em duas décadas de paz.

Com as mãos juntas faço uma oração:

- Que seja um homem gentil, que o terror necessário no campo de batalha se transforme em equivalente amor na cama com minha irmã. - lembro de Łycevă Øłfrenkarđ como tendo metade da minha altura, seu cabelo era como o meu, num tom dourado pálido, porém não havia em seu corpo curva alguma se não aquelas encontradas na infância.

Quantas vezes lhe escutei falar de um Přincipĕ, que agora não mais seria seu noivo, suas resposta frente a minha questão sobre a razão de seu desejo em ser uma noiva de um belo Přincipĕ me vem a fala:

- Quero um Přincipe belo, pois certamente não desejaria o contrário, e não são as noivas as mais belas mulheres? - seu riso, em minha cama, comigo cheirando sua pele no pescoço, me fazia rir frente a tamanha inocência.

Tudo havia se desfeito antes dessa viagem, com minhas irmãs partindo para seus respectivos casamentos e eu para esse lugar, próximo e ao mesmo tempo distante de tudo que lembra meu lar.

- Esse é o Čaşţełø đøş Ēspinhøş minha senhora. - disse a voz daquele a guiar a carruagem, suas palavras me fizeram voltar a olhar para fora.

Havia neblina, com o tempo perdendo o pouco calor que restava da capital, agora, frente ao início da noite, me ofertando um céu estrelado sem nuvens, meu lar estava a meio dia distante.

O lugar fora citado como Čaşţełø, mas tive minhas dúvidas, como poderia um não Ňøbrĕ possuir tamanha regalia?

Ao observar a neblina pude ver as torres, sendo ao menos doze, com os aposentos se mostrando em três andares de pedra escura, coberta pelo negro dos espinhos de flores, que antes nunca pude encontrar, em tons partindo do azul celeste chegando ao índigo.

Quando a carruagem parou, frente a porta principal da imponente construção coberta por espinhos em meio a neblina densa, aguardei por aquele que viria me receber...

A porta, em dois andares de uma madeira escura, fora aberta sem demora...

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⏰ Última actualización: Jun 23, 2016 ⏰

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