Capitulo 1

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Observo a parede cor pastel da sala de dentenção pela milhonesima vez como se de alguma forma ja não conhecese cada rachadura e sujeira que nela contem.
A sala de detenção me é mais familiar que as proprias salas de aula que frequento. Você deve estar se perguntando o que eu fiz para estar aqui pela milhonesima vez... Bem, não que eu seja uma garota encreiquera simplesmente tenho um genio forte e quando ele explode não consigo controlar, mas deixa eu parar de enrolação e dizer porque estou aqui.
Eu tenho um arqueinimigo na minha classe que eu odeio de paixão, serio. Seu nome é Brian, me digam quem consegue respeitar alguem com esse nome (claro que é implicancia da minha parte, mas não discuta comigo) ele é aqueles garotos chato pra chuchu que só apresença dele incomoda, nossa rixa vem desde a quita serie (depois eu explico essa) e não nos suportamos desde então; esse ano eu tive o azar de cair na mesma turma que ele, quando eu vi os nossos nomes na lista eu não gostei claro, mas pensei, poxa entamos no ensino medio, agora estamos crescidos acreditei de verdade que poderiamos agir como pessoas civilizadas, mas pelo visto a mentalidade do Brian continua a mesma de seis anos atras.
Entao...voltando ao assunto estavamos na aula de Biologia que é uma das minhas materias preferidas (não que eu seja uma CDF) e o professo esta explicando e o Brian não fica quieto, mexe com um, cutuca outro, da risada com seus amigos babuinos e tudo isso estava me irritando.
E você deve estar pensando, e o professor? Não faz nada?
Deixa eu explicar uma coisa aqui na High Mattew Broks Scholl alguns alunos são mais autoritarios que alguns professores e posso dizer que o professor de Biologia não é um dos autoritarios, pelo menos não com Brian.
Como estava dizendo (eu sei eu enrolo demais) o Brian estava la sendo irritantemente irritante como sempre no meio de uma explicação do professor e eu me segurando pode ter certeza disso, mas eu senti aquele calor na boca do meu estomago (sempre que começo a me irritar eu sinto isso e dificilmente consigo "esfriar") o calor vai crescendo, espalhando; fecho as mãos em punhos para tentar me controlar, mas como sempre quando dou por mim estou em pé olhando Brian com tanta raiva que se fosse possivel ele estaria duro e esturricado.
- Cala a merda dessa boca!- grito enfurecida.
A sala fica muda em um instante o professor me olha como se eu fosse uma alienigena. Me dando conta do vexame começo a me sentar novamente lentamente o calor de antes esta todo no me rosto; como em camera lenta a sala volta a se mexer o professor se endireita.
- Srta.Folks faça o favor de se retirar da minha aula imediatamente - diz o professor arrumando o oculos que escorrega para o ponta do nariz.
Olho para ele não acrditando no que estou ouvindo, poxa vida, nunca dei trabalho na aula dele porque ja disse antes gosto dessa materia e agora sou dispensada assim nem mais nem menos?
- Mas...- começo a protestar
- Vamos Sally não nos faça perde tempo.- me corta ele indo em direçao a porta e deixando ela aberta (nossa que cavalheiro...babaca) mas eu nao vou sair dessa calada, sabe como é neh.
Começo a me levantar e pegar minhas coisas ao passar por Brian levanto minha mochila e esbarro na cabeça dele. Ops!
- Hei - diz ele indignado.
Quando chego na porta me viro para o professor
- Sabe Sr.Grais, o Sr.deveria aplicar sua autoridade de forma correta e não somente naqueles que tem carater suficiente para não retribuir o favor riscando a lataria do seu carro depois. - dito isso saiu triunfante batendo a porta atras de mim e é por isso que estou aqui. Ja falei que pela milhonesima vez, mas não vou contar quantas confusões eu ja me meti para conhecer tão bem a sala de detenção.
Termino o horario estipulado para esta la dentro e saiu correndo pra casa so imaginando a bronca que vou levar da minha mãe o que eu acho desnecessaria porque ja foram tantas ela ja deveria ter se acostumado.
Para o meu azar hoje é dia de folga da minha mãe se ela estivesse no trabalho levaria pelo menos dois dias até a escola entrar em contato com ela.
Chego em casa penduro o casaco na entrada, jogo a mochila no chão, passo pela sala e encontro ela na cozinha milagrosamente fazendo o almoço.
- Oi mãe - falo indo direto na geladeira fuçar.
- Oi Sally. Não vá comer besteira o almoço ja esta pronto vamos comer.
Sentadas na mesa de frente para minha mãe não tenho coragem de olha pra ela fico encarando meu prato jogando a comida de um lado para o outro.
- Então Sally, como foi na escola hoje? - ela pergunta o que eu acho besteira, ela ja não sabe?
- Nada de importante. - respondo evasiva.
- Sei...- ela pirragueia
- Sally, para de brincar com a comida e olhe pra mim.
Eu engulo em seco e levanto a cabeça, sei que não a nada a temer sera so mais uma conversa, mas toda vez eu vejo no olhar dela a decepçao, por eu não ser a filha que ela gostaria que eu fosse e isso é pior que uma surra.
- Sally - ela diz olhando pra mim e segurando minha mão por cima da mesa - o que acontece com você? Não consegue ficar um mês sem que a escola me ligue? Quantas conversas ja não tivemos sobre isso você promete que não vai acontecer mais e depois, bum, outro telefonema.
- Mãe a culpa não é minha eu ja expliquei pra senhora, mas você não entende.- olhando para os olhos castanhos claros, implorando que de alguma forma ela me entenda.
- Esse é o problema Sally, nunca é sua culpa. Querida eu ja te falei milhões de vezes que mesmo que alguem ou alguma coisa nos esteja incomodando muito devemos contar até dez, respirar e se controlar.
- Eu sei mãe eu sei - digo me soltando da mão dela - eu conto até 100, mas não adianta.
- Se seu pai estivesse aqui...- ela suspira.
Minha mãe é linda isso é inquestionavel. Corpo esquio, pele cor de caramelo, cabelo cacheado até os ombros...como eu disse, linda. Uma pena que eu não puxei nada dela exceto o cabelo.tenho a mesma juba que ela so que até a cintura e a semelhança para por ai. Sou toda meu pai. A cor do meu cabelo lembra cobre meus olhos são verdes, minha pele é palida, não sou alta nem baixa, não sou magra e esguia como ela. Não gosto de dizer que sou gordinha (detesto palavras no diminutivo, prefiro que me chamem de gorda) então eu digo que tenho minhas curvas.
Assim que ela fala do meu pai eu travo; nunca cheguei a conhecer ele de verdade, ele foi embora quando eu tinha três anos, só tenho uma vaga lembrança de um parque, eu no balanço, alguem me empurando e uma voz grave dizendo: voe minha pequena Sally.
- O que tem meu pai? - pergunto.
- Oras, ele daria um jeito em você.- ela me responde como se fosse obvio. - talvez se você tivesse algum amigo... - ela olha pra mim como se estivesse suplicando. Bem, você ja deve ter notado que eu sou esquesita então a palavra amigo não faz parte do meu vocabulario e também não faço questão, mas minha mãe acredita que uma amizade me ajudaria a andar na linha.
- Vamos esquecer papo de amigos e pai ausente, vamos seguir enfrente como todas as vezes. - digo lhe lançando o meu melhor sorriso.
- Nada disso mocinha, todas as nossas longas conversas parece que não da jeito então estou tomando providencias.- diz ela firme - sem skate por uma semana.
- O que?!!!- não acredito que ela realmente me disse isso, ela sabe que a unica coisa que eu não vivo sem. - não mãe você não pode fazer isso.
- Como assim não posso? Sou sua mãe, ja esta feito. Ele vai ficar comigo até o castigo acabar e nem tente pegar ele sem minha permissão.
Olho pra ela segurando o choro (sei que parece exagero, mas poxa é o meu skate) ela ta com aquele olhar determinado não vai adiantar discutir.
Vou pro meu quarto coloco o skate no corredor e bato a porta com força, hoje o dia foi uma porcaria.

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