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Mas uma vez Olivia se atrasa para uma entrevista de emprego, isso já era uma hábito em sua vida.

Claro, estava com os seus fones de ouvido preto combinado com seu tênis, Olivia tinha uma aparência descuidada mas mesmo assim era incrivelmente bonita.

Nunca conseguira um emprego, também era infeliz sendo uma advogada, só cursou direito pelo impulso do seus pais. E lá estava ela, diante de uma porta beje, uma porta qualquer, a porta da sua vida.

Olivia respirou fundo, com cuidado guardou uma das suas razões de viver, seus fones, e olhou para a porta.

- Já é a vigésima nesse ano, não pode ser tão ruim - Sim, ela tinha o hábito de conversar com sigo mesma, atire a primeira pedra quem nunca fez isso.

Atrás da porta tinha uma secretária, na qual mandou-a esperar na sala ao lado.
Abriu seu livro de leis para revisar, como sempre a garota de vinte e três anos, revirava os olhos tendo que decorar lei por lei, número e sessão, realmente ela não nasceu para isso.

- Olivia de Castanhas - sim, Castanhas, ela realmente não tinha uma vida fácil - favor se apresentar para a entrevista.

Com um pulo da cadeira correu até a sala de entrevista, com o livro de leis na mão revisando uma por uma.

- Bom dia - disse um homem de cara fechada no escritório - meu nome é Jorge e eu vou realizar a entrevista.

- Bom dia - respondeu Olivia, guardando desajeitada o livro de leis.

- Então vamos começar, trouxe uma caneta? - ah, não... denovo não, Olivia sempre esquecia as coisas mais importantes.

- Eu esqueci, desculpa - mas quem não perdoasse aquela garota desajeitada ia ser muita crueldade.

- Aqui está uma caneta - ele a observou por cima do óculos - Então, vamos começar, bem, aqui tem um teste e logo após vou fazer umas perguntas para você, para concluir a entrevista.

- Ah, sim é... obrigada pela caneta.

Então predeu seu cabelo em um grande rabo de cavalo e começou o teste.
Felizmente, sabia todas as leis do teste, e as últimas perguntas eram pessoais.

"Você é feliz nessa profissão?"
E foi aí que Olivia se deu conta, ela nunca parou de pensar nisso, e ela releu a pergunta até tomar coragem para formular sua resposta.

"Eu nunca quis isso, eu queria ser designer. Mas meus pais me obrigaram, e cá estou eu, felicidade, costumava a admirar a felicidade, mas agora... não sei mais o significado. E se eu fosse responder com meu coração, a resposta seria não, mas tenho os meus pais, e preciso desse emprego" e foi com esse vago pensamento que Olivia rabiscou um " sim" na resposta.

Respirou fundo e devolveu o teste para Jorge. Deu uma olhada nas respostas, uma careta aqui e outra ali, mas depois sorriu pela última resposta, a única resposta do teste que Olivia não sabia responder, nunca passou pela sua cabeça isso.

- Srta Castanhas, eu realmente fiquei impressionado como alguém como você respondeu tudo certo, enfim vamos as perguntas - ao dizer isso, Jorge, começou a digitar no seu computador - Qual posição você espera ter no mercado?

- É... boa, ganhar bem e ser uma promotora.

Acho que não era extremamente isso que ele queria ouvir, mas tudo bem, vamos a próxima.

- Em um caso onde o acusado afirma ser inocente e você encontra pistas da sua inocência, você vai contra o seu tribunal para ganhar a causa pelo homem ou você não se opõe a sua equipe?

- Eu não me oponho a minha equipe - disse Olivia com certeza.

- Srat Castanhas, a primeira regra de um advogado é " sempre a justiça a um homem inocente", estou completamente decepcionado.

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⏰ Last updated: Sep 30, 2019 ⏰

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