Sua boca gélida e tremida mesmo em baixo de panos que tentam a esquentar do frio, seus olhos quase totalmente fechado que só faziam lacrimejar gotas salgadas e frias, seus pés, que um dia foram femininos e doces, hoje estão em baixo de um bota de cravos que ajudam a subir a montanha mais antiga da região, apenas em busca do que comer e onde dormir. Desde o fim da primeira Guerra Civil, ela não fechou seus olhos, ficou desatenta, relaxou... Nem mesmo por 1 minuto. Sempre ecoava em sua mente as vozes de amigos, parentes e os motivos dela estar ali, se perguntando o porque de todo esse combate entre vizinhos, apenas por uma lei que dizia que todos deviam ter seus nomes em um papel para fins militares, como ela mesma pensava:
-Deve ser apenas mais uma bobagem, um jeito de nos contar como cabeça de gado
Ofegante, porem cabeça dura, sobe a montanha sem desperdiçar um porcento de seu oxigenio, se apoiando nos pinheiros, tentando por o pé firme em meio a tanta neve, ja sem sentir seus dedos das mãos e dos pés mesmo com 2 pares de luvas e 2 pares de meias, furados, ultimamente tem sido dificil arrumar uma roupa que não esteja danificada pelo tempo, ja faz mais de 1 ano e 4 meses que ela esta nessa caminhada sozinha. Suas costas doem, pois nela a uma mochila, com um machado com as iniciais A.U gravadas nela. É o seu pai, nunca entendeu o por que dessas letras tão sem nexo postas em um machado tão antigo.
Ao lado do machado esta 2 livros, Arena Um: Traficante de Escravos e Star Wars: Livro dos Siths. Ambos eram os momentos de descanso pra ela, mesmo sem perder atenção ao que esta a seu redor, ela tentava ler nas noites escuras, usando apenas uma vela ou uma lanterna antiga tambem de seu pai. Ja havia decorado os tais livros, mas fazer oque, eram unicos naquele lugar
Ela sempre foi fã de Star Wars, na verdade, tudo que era nerd e geek a atraia. Agradecia todas as noites por ler os livros de The Walking Dead, mesmo na falta de zumbis, ela sabia que o principio de ambos é sobreviver, mesmo sozinha.
Em meio a livros, o machado, algumas barras de cereais e bebidas, havia um papel que só ela sabia oque havia dentro, era um segredo a todos e seria jurado de morte quem tentasse roubar ou até mesmo tocar nesse papel:
-É privado, oque tem nele apenas eu preciso e posso saber oque é. Dizia com um tom rispido e grosso que aprendeu ao longo desse tempo sobrevivendo só, ja havia perdia toda seu jeito meigo e fofo de um ano atras
Assim seguiu sua dificil caminhada ao topo da montanha. Seus braços ja tremiam apos tanta força feita, sua barriga roncava com tanta energia gasta pra tão curta subida. Não era acostumada a tal. Até que, em algum momento, seus olhos brilhavam em meio a seu oculos embaçado, ela avista uma casinha de madeira rustica, parecia um presente dos deuses a ela, não via uma casa tão apropriada a muitos meses, ja que a de seus pais onde ela ficava foi queimada por ladroes enquanto ela estava fora. Um assunto triste pra ela, pois perdeu tudo que havia conquistado, isso inclui sua irma mais nova...
Aperta o passo de forma com que esqueça suas dores e cansaço, parecia revigorada com um sorriso embaixo da mascara que não aparecia a um bom tempo, era uma coisa muito diferente pra ela tao felicidade mesmo que sem certeza que a casa ja estivesse habitada, sem saber se la havia possibilidade de estabelecer moradia por dias. Ela não descartava essa felicidade repentina, sabia que era sua chance de paz e sossego mesmo que arriscando sua vida
Subia a montanha com a mãos geladas em todos pinheiros que podia para mais velocidade sempre em busca do pisar mais profundo para seu firmeza maior até o que tanto sonhava que era um lugar calmo, sem esperanças de encontrar armas ou alimentos, claro, uma casa abandonada não teria isso para oferecer, no maximo que ela daria seria um pouco de conforto, uma lareira quente, noites de sonos e alguns carrapatos em sua blusa, oque ja era de se espererar de um lugar velho e mofado
