Houve a era da extinção. Muitos dos ursos batalharam pelas suas vidas, mas muitos deles pereceram. Escravizados, chacinados e extintos. Hoje, apenas alguns vivem à rebeldia de uma raça esquecida. Arik, o urso de cabelos vermelhos, fora o último dos herdeiros do reino de Assanim e ainda luta bravamente com um pequeno grupo rebelde. Honradamente, dia após dia luta contra aqueles que dizimaram seu povo, os humanos. Por décadas todas as raças viviam em paz, a terra era um lugar em que todos de nosso imenso espaço gostariam de viver... Até o aparecimento de raças inteligentes, além dos homens, neste pequeno planeta azul.
O jovem urso, em um de seus últimos castelos, resistia bravamente. Dizia para si mesmo que não podia morrer ali, mas a situação amargava seu paladar. Estavam todos cercados, as balas zuniam em seus ouvidos e o desespero atormentou seu coração. Daquele lugar não tinha escapatória, era a ultima batalha de uma dinastia. No ultimo fim de tarde, o dia e o sol deu lugar a uma majestosa lua de sangue, tão vermelha quanto a pelugem de Arik. A claridade de tal lua revelava centenas de corpos estirados sobre os campos, muitos ursos, já mortos, pareciam dormir em um sono profundo em uma calmaria há muito tempo esquecida.
Uma corneta soou distante.
Um som que vinha além das tropas humanas e fazia todo o barulho da guerra cessar. O Horizonte enegreceu, eram as tropas de formigas gigantes, seres tão grandes quanto e até maiores que os próprios ursos. A onda de morte cobriu todos os humanos que cercavam o castelo e por um momento a esperança alegrou e acalentou aos ursos rebeldes. Mas, foi apenas uma faísca de paz.
Arik desceu com todos seus soldados para o primeiro andar de sua fortaleza, cheia de escombros e corpos - tanto de ursos e humanos, quanto de formigas monstruosas. Os outros ursos começaram a sorrir, a alegria de ainda ter alguns momentos de vida a mais os deixavam exaltados, até o momento de uma figura adentrar ao salão destruído. Talio, o urso branco, inimigo mortal de arik e de seu antigo reino. Ele sorria e estendia seu braço, onde haviam alguns metais retorcidos que tentavam reproduzir uma mão que fora decepada anos atrás.
- Olá, velho amigo - Disse Talio, com arrogância - vim lhe dar uma mãozinha.
- Não sei se lhe agradeço ou se corto sua outra pata - O urso vermelho retrucou sorrindo - Admiro a coragem de ainda viver.
Os outros ursos entraram em formação, sabiam que eram poucos e que nem tampouco poderiam usar armas de fogo contra os monstruosos insetos, pois suas carapaças lhes davam essa proteção. Todos desembainharam suas espadas já surradas pelo tempo e desgaste de outras batalhas. Muitas das formigas adentraram ao salão, esperando apenas o comando do grande urso branco para usar suas imensas presas nas tripas dos ursos assustados. Talio abriu seus braços e então fez sua indecente proposta:
- Ajoelhe-se perante Talio! Não há como sua escória sair viva deste lugar, renda-se e pouparei a vida de seus ursos.
- Sabe... Irmão... No dia que descobri o que fez a Elena, lhe dei aquilo que merecia. Agora, tenta extinguir aquilo que sobrou de sua raça e ainda qualquer outra coisa viva que vê pela frente. Você! - Arik deu um passo a frente e aumentou seu tom de voz- Você não passa de um demônio que vendeu a própria alma para ter poder! E hoje só terá uma coisa... A morte!
Então, Arik soou um grito de guerra. Talvez um dos últimos sons que sairiam de sua boca. O pequeno grupo de ursos avançou contra o imenso exercito de Talio. No fim do dia apenas sangue e lamento restou de um passado que não existira mais.
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Bearvengers - Primeira Versão
FantasíaUm conto sobre ursos. Uma grande história em desenvolvimento, essa é a primeira versão da história antes de ser reescrita. Aceitamos críticas, elogios, idéias e sugestões. História original de Kira Rycley e Alan Pessoa, com artes de Mateus Duarte...
