Capítulo 01

1.4K 60 29
                                        

Estevão estava jogando futebol, com seus colegas de classes. E numa ocasião que o professor se ausentara, foi praticar seu esporte favorito. Mexer com o mais frágeis, como Téo por exemplo. O menino nerd da turma, sem amigos e infelizmente com a auto estima baixa.

O professor que chega na hora, em que Estevão quebrava o óculos do seu colega, o manda na hora para a sala da diretora.

[...]

— Não é possível, você é um rapaz problema. Sr. San Román, terei que chamar seus pais novamente? Terceira vez na semana.

Estevão nem a ouvirá, estava pouco se importando com o que ela lhe falará. Já estava acostumado. Ao dirigir seu foco, encontra uma nova colega, ao menos é o que acha. A diretor Olivia, olha na direção que ia seu olhar, e volta a olha-lo.

— O que perdeu lá, Sr. San Román?

— Quem é ela? — A olha.

— Minha filha. Espero que a respeite. — Suspira cansada.— Vá para sua sala, não chamarei seus pais por hoje.

***

Na hora do recreio. Estevão estava com sua turma, os play boys e patricinhas.

— Viram a nova aluna? Mó gatinha! — Comenta Bruno.

— Eu não achei, tem tipo de nerd.— Diz com ciúmes, Fabíola.

— Mas não deixa de ser gostosa.— Comenta Estevão, com um sorriso malicioso.

— Estevão! — Diz Ana Rosa com raiva.— Espero não ter que terminar contigo de novo, por conta de uma puta.— Bufa.

— Calma Ana, amiga! — Diz Daniela.— Ela é bonitinha, mas não chega aos nossos pés. — Se achando.

— Por falar nela, olha ela ali.— Solta uma risada, Demétrio. — Até agora não fez amigos, parece. Está andando com a diretora.

— Olívia é a mãe dela, idiota.— Diz Estevão, revirando os olhos.— Mas pra andar com a mãe, só pode ser isso mesmo. Não fez novos amigos.— Rindo.

— Nossa meu irmãozinho já foi pra cima. — Comenta Ana Rosa, vendo Geraldo seu irmão se aproximando de Maria.

— Ele é professor, não pode ficar com ela.— Fala Estevão, com um pouco de raiva.

— Tanto faz. Quem vê isso o impede de comer, as galinhas daqui. — Da de ombros.

***

Depois do recreio seria aula de matemática, para a turma que Estevão frequentava.

Ao entrarem na sala de aula, muitos ficaram fitando a nova aluna. Pois estava no lugar da professora Rodríguez.

— Hey, gatinha o que faz ai? Vem sentar ao lado do papai aqui. — Comenta um dos alunos.

— Pensei que seria do terceiro! — Diz Ana Rosa.

— Bom dia alunos. — A nova "aluna", se manifesta.— Pelo que percebi, vocês são mais uma turma, que acham que sou colega. Mas não, eu sou professora de vocês. Ou melhor, ficarei com vocês até o final do ano letivo.— Da uma pequena pausa, logo prossegue.— Meu nome é Maria, e gostaria de ser amiga de vocês, além de professora.— Sorri.

— Pode ser uma amizade colorida? — Bruno faz a pergunta.

— Ou posso apenas ser professora, onde haja respeito. Sr...? — Olhando em sua direção.

— Bruno Teacher.

— Bruno. Então... Gostaria que se apresentassem a mim.

— Me chamo Estevão, o seu escravo! — Se apresenta, logo fazendo uma de suas gracinhas.

— Prefiro que seja apenas aluno. — Séria.

[...]

— Quero que produzam um pequeno texto, me dizendo o que estão achando do ano letivo de vocês; O que aprenderam, sobre seus relacionamentos entre os colegas e professores. Aguardo não ter que ler nenhuma gracinha.

— Pensei que fosse aula de matemática e não espanhol. — Comenta Ana Rosa.

— É um bom sinal, saber que pensa.— Faz com que a sala inteira ria.— E esta certa, é aula de matemática. Mas isso não impede que os conheça um pouco, não? Quero ajuda-los, saber aonde tem mais dificuldades. Este é o ultimo ano letivo de vocês, precisam caprichar e dar o melhor, sem esquecer de que este é o melhor ano para entender, o que ainda não conseguiram.

***

Enquanto uns faziam e outros disfarçavam, Maria os observava, e estudava. Estava fazendo faculdade de psicologia.

— Terminei. — Estevão entrega-lhe uma folha.

— OK. Irei olhar, e em seguida lhe entregarei de volta.— Sem olhar-lo.

— Está bem.— Olhando para o seu decote.— Vem cá, professora. Quantos anos você tem? É difícil acreditar, que tenha mais de vinte, e é muito linda para ser nerd.

— Tenho vinte e dois anos. Estevão. — O olha.— Beleza não é tudo. E sinto muito por você, se tem este conceito, tão baixo. Nunca cheguei a ser uma aluna nerd, assim como você sempre fui esforçada em manter minhas boas notas.

— E como sabe se minhas notas são boas? Andou me stalkeando, prof?

— Minha mãe quis me mostrar os alunos problemas, por isso sei. Agora sente-se por favor. — Pega a folha, de outro aluno.

***

Estevão depois de uma discussão com seus pais, sai de casa para esfriar a cabeça. Indo a uma balada próxima a sua casa.

E por lá encontra quem menos esperava, era sua professora de matemática. Se já a achará bonita mais cedo, agora então, estava louco por ela. Estava só no bar, bebendo.

— Posso me sentar aqui? — Se senta numa banqueta.

— Há, claro. Já se sentou. — Sorri de canto.

— Se divertindo muito? — A fitando.

— Mais ou menos. Você não é menor de idade, para estar aqui? — O olha.

— Nossa até aqui, virá com lições de moral? — Olha para o barman.— Duas dose de tequila, uma aqui pra moça.

O barman confirma com a cabeça, entregando a bebida, juntamente com um pequeno pote com sal, e um pedaço de limão.

— Por quê, não me fala mais de você? — Pergunta interessado.

— O que gostaria de saber? — Olhando para sua bebida.

— De você, sobre você; Tudo! — Sorri.

— Quanta curiosidade. — Sorri.

— Só um pouco. — Bebe sua tequila.

— Porque não mudamos o rumo das perguntas, a ti? Me fale de você.

— Todos os professores são assim, fingem que querem saber de seus alunos. Mas tenho uma notícia a lhe dar, aqui somos dois seres humanos normais. Sem está ligação de professora e aluno.

— Até que conversa bonitinho. — Bebe sua tequila, fazendo careta em seguida.— Encontre alguém de sua idade. — Se retira, indo para a pista de dança.

TeacherWhere stories live. Discover now