Prólogo

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  Ele era evidentemente mais velho que a garota de treze anos ao seu lado, e todos que os olhavam, não poderiam imaginar que entre eles havia um relacionamento sério, mas a garota não estava ali para mais um de seus encontros, ela estava ali para ...

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  Ele era evidentemente mais velho que a garota de treze anos ao seu lado, e todos que os olhavam, não poderiam imaginar que entre eles havia um relacionamento sério, mas a garota não estava ali para mais um de seus encontros, ela estava ali para dar um fim aos seus pesadelos.
  Ela estava em uma espécie de estrutura de um prédio antigo, que todos chamavam de arena. Bem, todos que participavam do culto de Máximos, o homem que estava ao lado da garota.
Eles desciam por um elevador de carga até o subsolo do prédio. Apreensiva com os olhares, se juntou a Máximos apertando com força a mão e o braço dele.

  - Está com medo, querida? - perguntou, Máximos com ternura.

  - Sim... Muito, e se não der certo? Ele é bem mais forte do que eu...

  Ele segurou o rosto dela e a encarou.

  - Então, eu estarei lá, por você. - disse lhe entregando um beijo. Ela encostou a testa no peito dele esperando o elevador parar.

  O elevador parou e ela encarou a porta com certa hesitação, como se toda a coragem e esforço que tinha usado para chegar até ali, houvesse esgotado.

  - Não precisa fazer isso, posso mandar outra pessoa matar ele, sabe disso...

  - Não! Eu preciso fazer isso, para meu bem... - fechou os olhos e pensou em todas as coisas que o homem atrás da porta fizeram com ela, se encheu novamente de coragem e fez sinal com a cabeça para que Máximos abrisse a porta.
  Estava escuro, mas ela sabia que havia centenas de pessoas a observando, andou calmamente até o centro da arena, onde uma lâmpada fraca se acendeu revelando seu vestido azul curto e transparente, que por ele era possível ver sua lingerie. Suas orelhas de gato completavam a roupa que ela cuidadosamente escolheu para a fazer se parecer com umas das personagens do videogame Rapelay, que atualmente era proibido em quase tudo o mundo.
 
  - Louis?! - a malícia na voz da garota ecoou pelo lugar.

  Uma outra lâmpada acendeu, revelando um homem de seus trinta e poucos anos, ajoelhado, com o rosto surrado, escorria sangue de sua boca e sua testa. Ele ergueu doloridamente o rosto e encarou seriamente a garota por um tempo, até abrir um sorriso lateral sarcástico.

  - Está linda, Jhe!

  - Esse não é meu nome... - falou ainda com o sorriso malicioso no rosto - Mas sabia que iria gostar, vi que gostava de jogar esse jogo... - começou a andar para fora da luz, entrando e desaparecendo nas sombras.

  - Me disseram que eu iria me encontrar com uma tal de Miau_690... - disse com dificuldade - Mas... onde está ela? - sorriu confiante.

  Ele forçou os olhos para ver se conseguia ver algo, mas tudo estava escuro e silêncioso, aquilo o fez começar a entrar em pânico.

  - Onde está ela? - disse com o último resquício de coragem.

  - Bem atrás de você... - sussurrou no ouvido dele fazendo começar a tremer - O que ouve? Está com medo? - ela se levantou encostando a ponta do pé nas costas dele - Pois, não fique... - o empurrou e pegou um cilindro de aço e o encostou no orifício anal dele - Só vai doer um pouquinho! - o sorriso malicioso deixou lugar para um sorriso diabólico e aterrorizante.

   - Vai mesmo - disse com os olhos arregalados e a voz trêmula -, mas para você!

  O rosto da garota virou uma interrogação, mas antes que pudesse protestar, as poucas luzes que tinham, se apagaram. E a garota sentiu um forte chute na boca do estômago a jogar para trás, logo em seguida sentiu alguns socos em suas costelas lhe tirarem o ar, ela realmente podia jurar que no mínimo duas pessoas estavam batendo nela. O lugar estava um caos, com gritos e berros daqueles que estavam ali, cegos pelo escuro que os envolvia, mas a garota  estava ali, jogada no chão levando surra após surra, com os olhos cheios de lágrimas. Onde estava Máximos?

  - Boa sorte em tentar me matar, Jennifer! - sussurrou Louis no ouvido de Jennifer, mas ela ainda sentia as surras, como ele estava fazendo aquilo? E a voz dele, estava tão estranha, quase como se não pertencesse a ele.

  Não importava, ela não iria admitir uma nova agressão. O empurrou o mais forte que podia com os pés é saiu correndo em direção ao que achava ser o elevador.

  - Max! - gritou enquanto corria - Me ajude!

  Ela se virou tentando saber onde estava, mas não conseguia enxergar nada, naquele escuro.

  - Max! - onde ele estava?

  Contínuava a gritar por ele, mas ela não o ouvia. A luz voltou e ela notou, o quão perto estava de Louis. Se virou para uma mesa com instrumentos de tortura que alí havia, e correu em sua direção pegando um pé-de-cabra e se virando para bater nele, com toda sua força intensificada pelo giro. Mas ele desviou e acabou sendo um golpe inútil, pois ele conseguiu segurar o instrumento.

  - Vai se arrepender... - a voz dele estava diferente, mas ela não se importou com isso, pegou um bisturi com a mão desocupada, e o enfiou com força no ombro de Louis e puxou para baixo, cortando sua axila.

  Todos batiam palmas eufóricos pelo o que estava acontecendo, como se o fato da luz que acabará de ocorrer não tivesse surtido efeito. Ela só queria acabar com aquilo, mas seu ódio, sua raiva, seu desprezo pelo tio, que a estuprava desde sua memória mais antiga, a fizeram querer que ele sofresse o máximo possível.

  - Vire-se! - ordenou a ele, que tentou revidar, mas acabou levando um corte muito profundo na testa - Eu mandei virar!

  - Não!

  Os olhos dela se encheram de raiva, e, nada a impediria de dar um fim aquela dor.
  Pegou o bisturi e o cravou na barriga dele, puxando de um lado para o outro, se banhando do sangue dele.
  Seus gritos dominavam o lugar que tinha como resposta risadas e piadas.

  O homem impotente, começou a chorar.

  -Ah, não! Não você não pode chorar... Ouviu?- ela segurou seu rosto, fingindo ter pena dele -Meu querido Tio... Meu querido cuidador... Meu Estuprador- proclamou as palavras e começou a desferir golpes nele até ver o último requisito de vida sumir de seus olhos. Agora havia acabado.

  Ela pode ver Max agora, talvez ele tivesse ido arrumar a luz.

  Máximos andou calmamente até ela que estava coberta de sangue, e lhe deu um beijo intenso, segurou as mãos dela no final de seu beijo, e levantou uma de suas mãos em seguida. Houve berros de alegria e comemoração.

  -ELA. É. UMA. DE. NÓS!

  Mity_690 é Jennifer Crawford.

Fallen To The DeepHistórias para pegar e não largar. Descubra agora