Prólogo

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Março de 2004

Sebastian está parado no estacionamento há dez minutos, lembrando da conversa que teve com o pai mais cedo. Lembrou de quando era criança e costumava sentar na ponta da cama enquanto o esperava todas as noites vir e contar histórias extraordinárias para um garoto de oito anos.
— O que quer ouvir hoje? — o pai perguntava enquanto sentava na cama e Sebastian se jogava para trás, se apoiando no travesseiro.
— Sobre monstros! — respondia alegremente.
Sempre fora um garoto calmo, mas desde criança adorava histórias sobre monstros e esportes radicais e não via a a hora de crescer e ter idade suficiente para praticá-los.
Agora, aos 42 anos, parado no estacionamento do hospital de Portland, Sebastian desliga o motor do carro e pega as flores que havia trazido para esposa. A última vez que conversou com sua esposa, brigaram feio e ele se sentira mal. Não espera que as flores o ajudem mas quer concertar a situação.
Ele respira fundo e sai do carro, refletindo sobre o que havia aconteceu e o que viria em seguida.

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