Prólogo

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Giovanna

Em toda a minha vida eu nunca havia sido pega. Nenhuma das minhas missões havia falhado, e eu nunca perdi a oportunidade de cortar o pescoço de algum desgraçado. Mas agora, eu via as coisas mudando bem diante dos meus olhos.

Fui treinada para matar, sem piedade. Não tenho pena dos outros porque fui criada para não ter sentimentos, para não ser sentimental.

Sempre fria e objetiva nas minhas missões. Mas eu fracassei.

E agora, aqui, sentada nessa cadeira velha e com os braços amarrados para trás, eu consigo me lembrar de cada palavra dos meus treinadores, me dizendo que eu não deveria me render á nenhum tipo de sentimento, principalmente o amor. Porque ele muda as pessoas.

Escutei milhões de vezes que se apaixonar era decretar a morte certa, era ser pega, era fracassar. Eu não fiz questão de me apaixonar, e não era porque eu achava bobagem. Não sou tola o bastante para não acreditar no amor, porque eu sei que ele existe e que um dia vai vim até mim, mas não achava que seria tão rápido, e na pior hora.

Aquelas palavras tão rudes, que foram gritadas e não faladas para mim, desapareceram da minha mente no momento em que eu estava me deixando envolver, como se aquele fosse meu destino e a coisa certa a se fazer.

Posso ter acreditado nisso por um tempo, mas agora eu sei que não. Meu destino, desde pequena é matar, não me apaixonar – considerando o fato de que eu fui capaz de me apaixonar pelo cara que eu tinha que matar. Fui capaz de misturar minha sede pelo sangue com o sentimento bobo e errado do amor.

Eu fracassei, e eu tenho vergonha disso. Sempre fui a melhor em tudo, sempre causei inveja em qualquer outro parceiro de equipe, sempre superei meus chefes e meus treinadores. E por causa de um simples garoto eu fracassei.

Enquanto pensava nisso, ouvi os passos que deviam ser de Jake, e eles ficavam mais altos. Respirei fundo e levantei a cabeça, abri meus olhos e me endireitei na cadeira, ficando de frente para ele no justo momento em que a porta se abriu.

Jake abriu um sorriso – o único que eu o vi dar nos meus 19 anos de vida, e dispensou os dois guarda-costas que estavam com ele. Assim que a porta foi fechada, ele andou até mim, alargando mais um pouco o sorriso idiota que ele tinha.

-Olha, eu fiquei surpreso quando me disseram que tinham capturado uma agente. Mas não acreditei quando me disseram que tinha sido você! – ele riu – Querida, pode ficar tranquila, eu não vou te matar. Tudo seria tão obvio se a melhor agente de todas fosse encontrada morta de um dia para o outro, sem motivos...

Jake começou a rodear minha cadeira, pensativo. – Mas todo mundo tem um ponto fraco, e eu presumo que o seu seja o garoto, não é mesmo?

Não escutei o resto da frase. Como eu não tinha pensado em Harry?

Isso era outra coisa que eu sabia desde o começo: ele seria a isca. E agora, provavelmente, eles usariam Harry contra mim para que eu fizesse qualquer coisa.

E eu tinha certeza que faria.

Essa era outra das desvantagens dos sentimentos: você se rendia á eles. Eu não suportaria se algo acontecesse á Harry, e caso acontecesse, eu pelo menos teria um motivo para acabar com todos eles, um por um.

Só posso dizer que única coisa que chamou minha atenção novamente, foi a ultima frase de Jake:

-Tragam o garoto aqui, agora.

7,

House MafiaTempat cerita menjadi hidup. Temukan sekarang