✯✯✯✯✯✯✯
Hoje é meu primeiro dia de aula em Coville, então fiz questão de dormir cedo. Acordei antes do despertador tocar às 6:00, vesti o uniforme e fui à cozinha procurar minha mãe.
— Bom dia.— falei após bocejar.
— Bom dia. Animada para o primeiro dia de aula em Coville?— perguntou, levando uma xícara de café aos seus lábios.
— Definitivamente sim. Aquele colégio me parece ser bem legal. Sem contar que irei morar lá. Sentirei muito a sua falta, mãe! — falei ao abraça-la.
— Eu também minha meninona. Olha, não se esqueça de que qualquer coisa eu estou sempre com meu celular, e lá nem é tão longe da cidade.— falou me apertando.
— Tá, tá mãe. Agora precisamos ir, já são 5:38 e quero ir pra Coville o mais cedo possível. Estou muito curiosa para descobrir qual será minha colega de quarto!— eu estava bem empolgada, e pra minha felicidade minha mãe não enrolou e logo foi para o carro comigo, levando minhas malas.
— Quando chegar no colégio, ligue para seu pai. Eu falei com ele sobre Coville e ele também achou que deve ser um bom lugar de ensino para você. E ele tem uma coisa para te falar. — ela disse, olhando para mim sorrindo enquanto dirigia.
— Eu posso sa... — falei, mas minha mãe não me deixou terminar a frase.
— Nem adianta perguntar, é surpresa!— falou no estacionamento.— Agora vá, faça amigos e estude muito, viu mocinha?— minha mãe ainda parecia achar que eu era uma pequena e inocente criança, mas eu até aceitava ela me chamar assim, já que era seu jeito carinhoso de se referir à mim.
— Está bem, mãe. Tchau! Ah, e quanto a você, ache um cara que te faça feliz e trabalhe, viu mocinha? — brinquei, já que meus pais são separados à um tempo.
— Esperta. — ela sorriu e seus olhos brilharam. Ela ficou no estacionamento até me ver entrar no colégio e se despediu de novo com a mão.
Quando entrei, quem veio falar comigo foi Ítalo, e ele parecia muito mais animado do que quando eu o vi pela primeira vez. Ele apontou para um homem, no qual, segundo ele, deixaria minhas malas em meu dormitório, então passei o número e o moço foi até o dormitório e perdi o mesmo de vista entre os corredores. Eu avisei à Ítalo que não havia tomado café da manhã ainda, pois queria vir pro colégio mais cedo. Fomos até a cantina e tomamos café da manhã juntos. Ficamos conversando sobre nossas vidas, a primeira vez que conversamos não deu tempo para isso, só para ver o colégio.
O sino tocou e entramos na sala já que nós dois estamos no mesmo ano. Como hoje era primeiro dia de aula, devia ter vários novatos e então o professor nos fez ir à frente da sala para nos apresentarmos. Havia apenas cinco novatos contando comigo, então não demorou muito para chegar a minha vez. Depois, o pessoal que já estudava aqui desde o ano passado apenas falaram seu nome em voz alta um por vez, mas não consegui gravar tudo de primeira na cabeça.
Segundo o professor, nós deveríamos nos conhecer melhor, então mandou uma atividade em duplas, e eu fui com Ítalo, é claro. Depois de fazer a tal tarefa, começamos a conversar. O professor chamou nossa atenção três vezes, pois Ítalo não conseguiu conter algumas risadas. Temos seis aulas, que acabam às 12:45, horário de almoço.
O sinal da última aula tocou, e fomos à cantina. Enquanto eu não conhecia minha companheira de quarto, eu andava apenas com Ítalo.
— Eu estava mesmo com fome.— disse Ítalo, fazendo careta e esfregando a mão na barriga em movimentos circulares; nós rimos.
Ao olhar os alimentos, vi que a escola permitia quase tudo. Tinha pizza, bolo, salgadinho, doces, chocolate, chocolate quente, arroz, feijão, salada... Era bem variado. Peguei o que quis, sem pensar o que era o certo de se comer num almoço. Me servi de chocolate quente e pizza, Ítalo pegou sushi e suco de laranja. Eu já conhecia todo o colégio, mas Ítalo teve que me ajudar em como ver o número de cada quarto do dormitório.
Peguei minha chave e abri a porta.
— Está entregue, Angie.— ele disse, encostando seu ombro na parede.
— Obrigado Ítalo. Não sei o que faria sem você.— eu disse rindo junto a ele, que se despediu com um abraço.
Fechei a porta e percebi que estavam ali duas malas das quais a dona eu não conhecia e as minhas. Estavam realmente no meu quarto. Me perguntei como o tal homem conseguiu abrir a porta, e me passou pela cabeça que ele poderia estar na escola hoje apenas para isso.
Abri a mala, e organizei tudo. Roupas nos armário, objetos no criado mudo, livros na estante... Tudo bem. Fiquei uns vinte minutos olhando para o teto, na esperança de minha parceira chegar logo, mas não chegou. Olhei as horas e já era uma da tarde, decidi ler um livro. Não deu tempo de ler nem cinco páginas e ouvi a porta ser aberta.
— Espero não ter demorado muito.—falou rindo.
— Você só pode estar de brincadeira!— ri de volta.
— Me desculpe. Tive que dar um telefonema, e o tal demorou mais do que pensei...—ela se explicou.
—Telefonema... Ligação... Pai!— quase gritei.
✯✯✯✯✯✯✯
YOU ARE READING
De volta aos 16
Teen FictionÉ uma história fictícia onde uma garota chamada Angie de 16 anos narra sua vida no seu novo colégio Coville, onde conhecerá pessoas novas e onde será mudado drasticamente seu futuro.
