Minha tempora latejante me recorda o stress alto e o sangue borbulhando nas veias.
Quanto mais gritam comigo, mais errados nós estamos. Nós? Temos muitos, eu preferia que fossem laços. São amarras que nos amarram a problemas tão bobos.
Não sabermos ouvir um ao outro, não notarmos os problemas uns dos outros, convivermos com uma pessoa deprimida e não ajudarmos, apenas gritarmos que ela está errada e que foi ela que cavou seu próprio abismo.
Nossos propósitos costumavam ser iguais, porém eu estava ali, não era dali. Nunca fui de algo, de algum lugar. Nunca me senti em casa ou confortável. E agora todos esses gritos me fazem querer ir embora. Mas fico.
Todos os desaforos que tive que tentar engolir engasgam em minha garganta e eu não consigo mais respirar.
No rádio do vizinho toca "Deixe-me ir, preciso andar..."
E eu fecho os olhos sem poder ir, tantas correntes.
Preciso me encontrar.
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Com Dor E Amor, Clarisse.
Non-FictionMeu nome é Clarisse, tenho 20 anos (quase 21) e sou só uma jovem de mente conturbada. Que foi uma adolescente de mente conturbada... Mas não é só isso. Eu escrevo esse diário. Ou essa carta. Com meus gritos de tristeza, de alegria, de cansaço. Mas...
