Olá! Bom, essa é minha primeira tentativa como escritora. Isso vai ser um livro de um tipo que é indefinido.
Eu acabei de escrever, então está fresquinho e, possivelmente, com algum erro gramatical ou ortográfico. Se encontrar um, eu ficaria extremamente agradecida se você me avisasse. Assim posso tornar a experiência para vocês mais prazerosa.
No final do capítulo vou colocar alguns comentários extras!
Boa leitura!!!!!
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Ler mentes? Os melhor alunos conseguem. Teletransporte? Fácil de controlar. Viajar no tempo? Pff, nem conta. Manipular as coisas com a mente? Seria maravilhoso, eu confesso. Eu não precisaria pegar as coisas caídas no chão. Manipular elementos? Há anos, pessoas como essas foram extintas.
Com a guerra e todo esse lance de coisas tóxicas e ar que mata, poderes nasceram. Os poderes primordias, lá do começo dos anos depois do apocalipse, como gostamos de chamar, eram controlar o ar, água, pedras, as plantas, fogo, essas coisas.
Como tudo nessa vida, nós evoluímos. Assim como nossos poderes. Agora conseguimos fazer coisas mais difíceis, apenas porque queremos. Porque tivemos a mente mais aguçada.
Suspeito que a população do mundo não passe de 50.000 habitantes. Espalhados por todo o planeta. Eu, pessoalmente acho um número impressionante, considerando que só sei contar até 573 antes de dormir. Mas diziam, que antes do apocalipse, os números passavam de sete bilhões. Aí, eu começo a achar que o mundo é pequeno, e eu sou uma idiota por só contar até 573.
Dentro desses 50.000 habitantes, existe uma menina de corpo extremamente magro, apesar de medir 1,85, com cabelo batido e tão loiro que chega a ser branco. Seus olhos esverdeados são as únicas coisas que a garota considera bonito. Prazer, eu.
Eu tenho 15 anos. Como se não bastasse eu a minha altura anormal, tenho o poder mais bizarro de todos. Eu viajo por dimensões. Outro dia desses, acordei em Oz. Meu pés, que calçavam pequenos sapatos vermelhos de fita, estavam sobre uma estrada de tijolos amarelos. Olhei para baixo, e usava um vestido azul. Eu jurava que tinha ido dormir na terra arruinada que chamo de casa.
Eu acabei de achar o acampamento onde moro atualmente. E sou a mais nova. Poucas pessoas são as que tem minha idade. E se tem minha idade, tem poderes ACEITÁVEIS. Como ler mentes, essas coisas. Eu sou uma aberração ambulante. "Estranha", "Pirada", "Aberração" são alguns dos apelidos mais amigáveis que tenho. Eu ainda não consigo controlar meu poderes direito. Todos aqui, treinam desde que nasceram. Eu cheguei aqui há dois meses. Antes disso, eu nem sabia porque mudava para todos os lugares.
Nasci em uma caverna completamente abominável. Era escura, fria, úmida, e no local não haviam muitos animais para me alimentar. Por isso meu corpo esquelético. Cresci com minha irmã mais velha. Meus pais morreram assim que nasci. Eles tinham 35 anos. É uma média muito boa. Minha irmã, Anelka, me criou como uma filha, e tinha apenas 10 anos quando nasci. Faz dois meses que ela morreu. Eu enterrei o corpo dela, e sai andando sem rumo. Por minha subnutrição, parava a cada meia hora para respirar.
Em um dia que andava como todos os anteriores, enquanto chutava folhas no chão e pisava em galhos semi-partidos, olhei um pouco adiante e achei alguns garotos acendendo uma fogueira.
Cheguei perto deles, e comecei a espiar pra onde iriam. Depois de alguns minutos, os garotos rumaram a um lugar escuro, parecendo uma passagem entre as árvores. Anos de caça me renderam passos leves e ágeis. Em pouco tempo, me aproximava a o que seria minha nova casa.
Passando pela passagem, um acampamento se alongava lá. Parecia uma mundo mágico. Pessoas moviam coisa sem tocá-las, pessoas mudavam de lugar em um piscar de olhos e outra ficavam aterrorizando pessoas menores que elas. Tentei adentrar o lugar quando quase não reparei em algo.
Quando fui entrando, reparei em um garoto baixo e musculoso de peito largo barrando cada um. Entrei na fila onde as pessoas paravam para, aparentemente, se identificar. Esperei alguns segundos até minha vez chegar. O garoto perguntou meu nome, e respondi baixinho "Dasha". O garoto anotou algo em seu papel, e perguntou "Qual seu poder?"
Poder? PODER? Eu posso ter qualquer coisa menos um poder, foi o que pensei na hora. O garoto devia ter percebido minha cara de confusão, e me deixou entrar, sem responder a pergunta. Ele me levou a uma barraca pequena, mas era mais do que suficiente. Quando entrei, reparei que haviam dois leitos. Um deles estava bagunçado, outro, estava perfeitamente arrumado.
"Bem vinda ao acampamento" o garoto-armário disse, e logo se retirou. Fiquei olhando o interior da barraca por alguns segundos. Eu tinha uma casa. Não haviam se passado nem três dias desde a morte de minha irmã, e eu já estava arrumando outro lugar. Eu me senti mal, mas ela devia estar orgulhosa de mim. Anelka sempre prezou para que fôssemos mulheres independentes. Prezou para que eu não precisasse de nada quando a precoce morte chegasse a ela. "Acho que deu certo" eu pensava enquanto me estirava na cama que devia pertencer a mim. Meus pés ficavam para fora, mas era melhor do que o chão frio e úmido da caverna.
Eu não havia dormido nem duas horas, quando um menino correu para o interior da cabana gargalhando histericamente. "Você parece uma hiena" eu pensava. O menino demorou algum tempo para reparar minha presença. Eu tinha ficado encarando ele, me perguntando se seria o dono da outra cama.
Ele se aproximou lentamente e esticou a mão.
-Hugh. Prazer. - o garoto disse animado. Apertei a mão do menino e ele apenas me olhava.
-Dasha. Sou nova por aqui. - eu disse sentindo minha bochecha ganhar cor. Eu nunca havia conversado com um garoto.
Passamos um longo tempo nos analisando. Ele era alguns dedos mais alto que eu, o que achei impressionante. O cabelo era de um preto extremamente escuro e brilhante. Metade da cabeça era raspada. A outra meteda tinha cabelos rebeldes para cima. Os olhos, por outro lado, eram tão claros, que se confudiam com sua córnea. A pele devia ser bem clara, mas anos debaixo do sol, renderam a ele um bronzeado nem tão uniforme.
Soltei a mão dele, delicadamente e passei os dedos no cabelo curto. Havia acabado de cortar. Minha pele, diferente da do menino, era muito clara, e sardas enchiam meu rosto. Eu nasci no norte, onde o frio não dava tréguas.
-Isso está estranho. - o garoto disse ficando com as bochechas coradas. Apenas assenti levemente com a cabeça e dei uma risada pelo nariz. Ele devia me achar engraçada, pois assim que ri, ele abriu um sorriso muito largo -Bom, esse é nosso quarto. Espero que não se incomode de encontrar alguma roupa suja por aí de vez em quando.
-Tudo bem, se você também não se importar. - forcei um sorriso, respondendo o garoto com a mesma dose de ironia -Acho que vou dar uma volta por aí. - disse, me afastando dele. Ele abriu espaço para o zíper da barraca, e eu sai. O vento morno do verão bateu em meu rosto de um modo que nunca havia sentido. Estava tudo bem.
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Olá de novo! Espero que tenha gostado do capítulo. Vai ser uma mistura de tudo. Se vocês já quiserem criar algum shipp, me falem, porque eu vou amr saber o que vocês estão achando.
O seu favorito e comentário são extremamente importantes para motivar o autor a continuar a escrever o livro. Se você quiser contar para alguém a história, eu agradeço! Aí, eu saberei que mais uma pessoa gostou da história.
Acho que é isso.
De novo, muito obrigada, e esperoque gostem!!
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Qualquer semelhança é mera coincidência.
Plágio é crime.
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control
Science FictionDepois de uma guerra tóxica que dizimou o mundo, era possível sentir a radiação no ar, era possível senti-la no rosto quando ia caçar. Algumas poucas pessoas com sorte, tinham abrigos subterrâneos, o que os fez sobreviver por pouco tempo a mais. Mas...
