Dezoito de abril de dois mil e dez. O dia em que minha vida começou a tomar um rumo diferente. O dia em que o meu pesadelo começou.
Eu posso até estar sendo egoísta em pensar assim, mas gostaria que Andreia nunca tivesse existido. Seria mais fácil para mim, seria mais fácil para todos nos.
Flashback on
Eu estava no meu quarto com minha irmã, estavamos abraçados, cada um derramando suas lágrimas em silêncio. Por um tempo eu até tentei enxugar suas lágrimas, mas era inútil, ela sempre derramava mais.
Do meu quarto nós conseguirmos escutar cada palavra do que nossos pais diziam.
- Você poderia lembrar que tem filhos antes de fazer essa burrada, Sérgio! - mamãe gritava.
- Roberta, você não me deu escolha - meu pai disse, sua voz não era calma, mas pelo menos não era exasperada como a da minha mãe.
- Você me traí e ainda coloca a culpa em mim?! - conseguíamos ouvir os sons dos tapas que mamãe depositava em nosso pai.
- Sim, a culpa é toda sua. Se pelo menos me desse a assistência que eu merecia, se pelo menos se preocupassa comigo. Você deixou de ser interessante para mim, Roberta - papai dizia em tom magoado - Se pelo menos se esforçasse para ser a mulher que eu pedia que você fosse, se demonstrasse que me amava como dizia antes de nos casarmos. Se fizesse todas essas coisas, eu não teria procurado alguém que fizesse isso fora de casa!
Eu não podia ver minha mãe, mas tinha certeza que ela estava magoada com tudo que meu pai dissera.
Eu sabia que o casamento dos meus pais estavam indo água a baixo, mas por ser apenas uma criança, eu pensava que talvez fosse só uma crise.
- O papai não ama mais a mamãe? - Esther pergunta me tirando dos meus pensamentos.
- Acho que sim - a apertei com força. Eu não queria que ela tivesse escutando tudo aquilo. Minha irmã só tinha oito anos, era apenas um bebezinho.
- Kevin...
- Vai ficar tudo bem, meu amor - a interrompo - Eu juro.
Ouvimos um som de algo quebrando e nosso pai pedindo para a mamãe ter calma.
- Ter calma? Você quer que eu tenha calma?! - ela grita - Eu não posso ter calma, Sérgio - algo se quebra - Não consigo ter calma quando me cobra de algo que nem você mesmo fazia. Quantas vezes disse que me amava nesses últimos anos? Quantas vezes se preocupou comigo? Quantas vezes me beijou, me abraçou e disse que eu era seu tudo, seu refúgio? Eu não ia admitir algo que sabia que não era recíproco. E talvez por isso, seja melhor você ir embora mesmo.
Ir embora... Era isso que meu super herói iria fazer... Ir embora.
[...]
- Papai, volta, por favor - Esther pedi correndo atrás de meu pai que estava colocando suas coisas no porta-malas do carro.
Ele pegou Esther no colo, deu um beijo na sua testa, enxugou suas lágrimas e a abraçando disse que a amava.
Eu observava tudo do portão de casa com minha cara emburrada. Era difícil acreditar que ele nos amava, se era verdade, então porque ia embora.
Depois de colocá-la no chão, papai foi até mim, se agachou e ficando frente a frente comigo disse:
- Eu vou voltar, pelo menos uma vez por semana. Nós vamos brincar não se preocupe pois o papai vai vim busca pra passar o final de semana todinho com voçês tá meu anjo.
Nem ó respondi deixei a lágrima cai do meu rosto e sair correndo para dentro.
Galerinha esse é o meu primero livro aqui então por favor voçes votem e principalmente comentem pra saber se tão gostando tá!
Beijocas Da Byby💋
