1 Bem vindos!

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Oi meus amores!
Espero que dêem uma oportunidade ao meu novo projeto!
Prometo emoções, diversão, mistério e muito mais!
Deixem um comentário ou vários se gostarem! Beijo boa leitura!
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O céu estava repleto de nuvens cinzentas carregadas, o ar era pesado e abafado. Era previsível que uma tempestade estava prestes a estourar.

Pego no saco de viagem coloco-o na mala da carrinha e avanço para o segurança que segura a prancheta, um crachá indica o nome “Paul” e ele é literalmente uma montanha de músculos. Entrego o meu cartão de identificação e coloco as mãos atrás das costas balançando o corpo nervosamente.

- Liam Payne ? - ele pergunta e eu aceno concordando. Ele coloca um visto na sua lista. - A viagem vai ser longa e não quero gracinhas nem conversas paralelas. Estamos entendidos ?

- Sim Senhor. - respondo claramente e vejo um sorriso irónico aparecer na sua face.

- Bastante educado, para um delinquente ! - suspiro e engulo a resposta que queria dar, não querendo arranjar mais problemas. - Estenda os pulsos. - obedeço mais uma vez e sinto o metal gelado das algemas sendo apertadas.

Olho para as algemas e sinto como se elas pesassem uma tonelada. O peso das minhas ações, está refletido naquele objeto. O arrependimento e a triste incapacidade de não poder voltar atrás e mudar as minhas atitudes sufoca-me todos os dias.

Assim que entro na carrinha vejo que já está ocupada por um membro. É um garoto moreno de cabelos compridos e cacheados, todo ele grita problemas, pelas suas tatuagens, pelos seus piercings, mas sobretudo pelo seu rosto completamente machucado. É possível ver um corte profundo no sobrolho e outro no lábio superior, metade do seu rosto está arroxeado e disforme. O seu olho direito não abre devido ao enorme inchaço.

- Qual a porra do seu problema ? - ele pergunta raivoso o seu olho esquerdo verde faísca na minha direção. Ignoro a sua pergunta e sento-me voltando-lhe as costas.

Olho pela janela e vejo a minha mãe nos braços do meu pai tentando evitar as lágrimas. Tento dar um sorriso mas os meus lábios tremem e eu engulo em seco.

- Eu te amo. - ela murmura mexendo apenas os lábios. Ela se aproxima do vidro e coloca uma mão do lado de fora.

- Me perdoa. - eu peço também em silêncio gesticulando os lábios. Coloco as minhas mãos por cima da mão dela do outro lado do vidro e quando ela encara as algemas  o choro que ela tentou conter, rompe em soluços. Uma própria lágrima escorre do meu olho e eu limpo-a rapidamente.

Vergonha e arrependimento são as palavras que vibram numa cor forte no meu cérebro. Eu não sei como pude fazer aquilo ! Eu sinto nojo e raiva de mim, pela pessoa que eu me tornei, eu sinto um peso no coração pela pessoa que eu danifiquei e magoei, mas sobretudo pela desilusão e a vergonha que fiz a minha família passar.

Se você errou, peça desculpas... Foi uma frase que os meus pais sempre me ensinaram em pequeno ! Mas e quando o perdão não chega, para apagar aquilo que você fez ? Quem disse que é fácil ser perdoado?

O meu pai olha para mim com um ar pesaroso e levanta a mão indicando que vão embora, a minha mãe ainda chora compulsivamente nos seus braços e mais uma lágrima escorre pelo meu rosto quando vejo o casal se afastar.

Uma nova entrada na carrinha chama a minha atenção. Vejo um garoto loiro, com profundos olhos azuis. Posso ver que ele aperta a alça da mochila com força e as suas mãos tremem ligeiramente entre o metal das algemas. Os seus olhos passam do garoto moreno e machucado para mim e eu dou um meio sorriso que ele ignora e se senta do outro lado.

Sweet CriminalWhere stories live. Discover now