Sei que , de uma maneira ou de outra , algo com isto ia acontecer. Sempre arrisquei a minha vida sem pensar duas vezes , é óbvio que as coisas não ficariam perfeitamente bem para sempre.
Quem me dera que o meu pai não deixasse que os malditos negócios tomassem conta da sua vida e até da sua família. A minha mãe morreu um ano depois de ele ter iniciado com um simples jogo de poker entre amigos , que acabou por se tornar num vício , numa droga , que não oferece nada mais a não ser medo.
Não valia a pena fugir , aqueles homens eram loucos pelo dinheiro e pelo jogo e sabiam de tudo , e tinham tudo ...
E a riqueza ajudava na descoberta dos fugitivos , e eu não era uma fugitiva. Encarava os problemas com força , talvez era essa a teimosia que tinha que me colocou no lugar onde estava agora.
O meu pai dizia que eu era bastante parecida com a minha mãe , não tinha medo de nada e não queria ajuda de ninguém.
Tinha sido raptada há exactamente 6 minutos e 38 segundos , pelo menos era o que o meu relógio de pulso dizia. O rapaz , talvez mais velho que eu , conduzia a frente e eu não me mexia na parte de trás da carrinha.
Exactamente 7 minutos depois de ele ter arrancado , e de ter passado por lombas , curvas e estrada de terra batida , o veículo parou.
Consegui ouvir a porta do lado do condutor ser aberta e , segundos depois , ser fechada. Os passos do rapaz deram a volta a carrinha e abriram-se as portas. Os meus olhos encontraram-se de novo com os dele. Eram de cor castanha. Como eu odiava a cor castanha. Pareciam dois abismos e ele tentava forçadamente disfarçar apenas um , dizendo que era o abismo para um lugar feliz , enquanto o outro era para um lugar horrível. Seria a única que sabia que ambos os abismos iam dar ao mesmo ?
Ele agarrou o meu fino pulso com mais cuidado que a primeira vez e puxou-me para fora. A noite congelou-me o corpo , e parece que a ele também. Olhei em volta tentando localizar-me , mas foi completamente impossível.
Ele encostou-se as minhas costas , tapando a minha boca. Sentia o seu coração bater forte , ele estava completamente desorientado , olhava para todos os lados , como se estivesse perdido dos seus pais. Juntava se mais a mim , parecia que tinha medo , ou então era só o frio. E a arma encostada as minhas costas dava-me arrepios de morte.
Lembrei-me do momento que , pela primeiro vez , ataquei um rapaz la na escola. Era nova , mas sabia que se lhe acertasse direitinho na sua área sensível , iam chorar e gemer.
Não pensei nem uma única vez , elevei o pé há altura certa e acertei-lhe em cheio. Ele caiu no chão e apenas tive tempo de agarrar na arma que lhe escorregou das mãos. Ele era ainda bastante novo , uns 25 anos no máximo. Era ainda uma criança.
Apontei-lhe a arma há cabeça. Os meus braços tremiam e os meus olhos estavam banhados em lágrimas. Nunca tinha tocado numa arma , e já ia matar um pobre rapaz que provavelmente estava a ser obrigado a fazer isto ?
Mas eu não tinha opção , acabar com estas pragas era a melhor solução.
'Por favor' ouvi ele gemer.
Fechei ambos os olhos com força e acabei por disparar.
Autora: Não sei se já repararam , mas se é uma fic com ação , a ação vai ter que existir. Esse é a resposta à pergunta do porquê de tanta violência.
Apesar disso , espero que tenha captado a vossa atenção e conto com vocês para o 2º capitulo.
Aceito criticas e comentários.
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bad boy
ActionPS: Esta fic é do Harry Styles Posso admitir que sou ainda amadora nesta parte , mas acreditem que vos vou dar uma história que vos agrade ao máximo , com bastante mistério e segredo. Trabalho bastante para ter esta fic ao vosso gosto , por isso peç...
