Perito em poesia
Disse: no labor
Do verso, o teor
Deve protestar.
Disse ele também:
Métrica é passado
E termos cognatos
Não podem rimar.
Meu caro perito,
Com todo o respeito,
Meu poema é feito
De transpiração,
E segue os preceitos
Dos versejadores,
Só devo aos leitores
Tal explicação.
Se eu quero rimar
Os verbos com verbos,
Não com advérbios,
Que mal que isso tem?
O verbo tingido
E o verbo fingido
Têm som parecido,
São rimas também.
Se eu quero rimar
Os substantivos,
Não adjetivos,
Que mal que isso tem?
A palavra amor
E a palavra dor
Têm o mesmo som,
São rimas também.
Se eu quero rimar
Os nomes com nomes,
E não com pronomes,
Que mal que isso tem?
O nome de Dante
E o nome Amarante
São tão semelhantes,
São rimas também.
Se eu quero fazer
Contagem de sílabas,
Criar decassílabos,
Que mal que isso tem?
Se eu uso anapesto
Durante um terceto,
É, como um soneto,
Poema também.
Meu caro perito,
Com todo o respeito,
Meu poema é feito
De transpiração.
Poesia Moderna
Criou a baderna,
Não me sirvo dela
Para a criação.
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Muito Veneno e um Pouco de Lirismo
PoetryNesta página, vou postar alguns trechos e quotes do meu novo livro de poesias, Muito Veneno e um Pouco de Lirismo. Para comprar o seu, acesse http://www.leandroandreo.com.br/meus-livros/ Se deseja comprar um exemplar autografado e com melhor preço...
