Capítulo 1 >

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"Bom dia Dr. Styles." Ouvi uma voz monótona me chamando.

"Bom dia Judite." Respondi eu a uma das enfermeiras.

"Soube que Annalise se demitiu semana passada, dizia ela que não aguenta mais os pacientes daqui." Comentou enquanto me seguia.

"Não seria a primeira a desistir com somente um mês de trabalho, mas não posso mudar a escolha dela, cada um sabe o que é bom pra si mesmo." Digo enquanto coloco minha pasta na mesa e vestia meu jaleco.

"Se diz isso então por que ainda trabalha aqui, você é jovem, bonito, e esta aqui nesse fim de mundo, me diga o por que."

"Como eu disse Judite, cada um sabe o que é bom pra si mesmo, dizem que sou um bom psiquiatra , por que não trabalhar no pior manicômio de Londres."

"O senhor quem sabe, estou indo buscar seu café, daqui a pouco você terá que ver um paciente, da ala A, caso pequeno." E então foi saindo da sala.

Estava revisando os relatórios de todos os pacientes pelo qual sou responsável, não posso dizer que esse seja o melhor lugar para se trabalhar, mas depois de três anos, você acaba se acostumando.

***

"Judite peça para Marcus me ajudar na ala B, no quarto 107, parece que o paciente esta tendo um ataque nervoso, diga para ele ir rápido." Vou correndo ate o quarto andar daquele prédio enorme. Chegando ao quarto do paciente o encontro com o colchão de um lado e o esqueleto da cama virado de ponta cabeça, o paciente esta sentado no chão, abraçando seu corpo e se chacoalhando de um lado para o outro com pavor sendo exposto em todo seu rosto. Quando ela me olha corre até mim e me abraça.

"Ele estava aqui, eu o vi, ele veio me buscar, m-m-mas eu não quis ir, mas eu o vi, eu juro que eu o vi, ele estava b-b-bem ali." Ela aponta para o canto do quarto onde vejo sua cama ainda de ponta cabeça, ela se agarra mais em mim como se eu a fosse proteger do que há estivesse perseguindo.

"Quem estava aqui Lúcia, quem?" Olho em seus olhos que estão lacrimejando, ela não me responde só me abraça mais forte. Estico o meu braço pedindo para Marcus me entregar o remédio que havia solicitado que trouxesse. "Lucia tome, ele não vai aparecer mais okay?" Digo enquanto ela para de chorar.

"Você pro-promete?" Ela pergunta quase inaudivelvente, olho para ela. Ela era uma garota jovem, vinte anos diria, cabelos longos até a cintura, louros sujos, olhos verdes escuros, um corpo de porte pequeno, mas com belas curvas, ela era linda, mas ela não estaria aqui a toa. Matou seu pai e sua mãe, logo depois dando pedaços deles para seus cães comer . Ela assumiu tudo diante de um juiz que a mandou para ca e bom aqui estamos. Mas sempre que lhe perguntam o motivo, ela diz que alguém a mandou fazer isso, que esse alguém pararia de a perseguir se ela fizesse, mas pelo que parece esse 'alguém' a persegue ate agora e é a causa dela ter que tomar mais dez comprimidos diários.

"Só tome okay." Falei acariciando seus cabelos enquanto ela assente e toma o comprimido deitando na cama em seguida. "Ela ira ficar desacordada por pelo menos de doze a quatorze horas, quando ela acordar nao se esqueça de verificar como ela esta okay." Digo para Marcus enquanto saímos do quarto.

"Sim me certificarei disso." E foi para a enfermaria. Ser o medico responsável por um manicômio inteiro não é uma tarefa simples, apesar de estar formado em psiquiatria, comando toda a ala responsável pela saúde dos pacientes, desde uma simples gripe, até o pior ataque que eles poderiam ter. Apesar disso fico sem saber corretamente o que o Sr. Pentfz faz com alguns pacientes da ala F, não saberia dizer correntamente, mas sei o que faz, só não como, quando e onde.

****

Depois de um dia cheio de entrega comprimidos aqui, entrega comprimidos acolá, vou para o outro bloco de prédios onde ficam os médicos, enfermeiros e alguns guardas.

Após entrar no meu dormitório, me dispo e entro do banheiro tomando um banho de água escaldante, pois me ajuda muito a relaxar. Saio do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e outra secando meu cabelo, me troco colocando uma boxe preta e deito, adormecendo e pensando em como seria se eu não trabalhasse aqui, se eu tivesse feito outra escolha.

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WrongbrekWhere stories live. Discover now