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Aqui estou eu, deitada na cama, chorando. Chorando? sim, por tudo, por ele, por mim, por "nós" se é que um dia houve nós. Chorando pelo destino, pelo acaso, por como tudo isso chegou ao fim mesmo ainda estando num cruel começo. Há exatos 365 dias atrás, eu não imaginava na metade de acontecimentos que iriam acontecer, tantas brigas, choros, abraços, recomeços e fins que eu nunca estive pronta para lidar.
01.01.15
Fogos e mais fogos, mais um ano se inicia, mais oportunidades e novas chances. Tantos sonhos para realizar. Tudo parece tão certo, decidido. Por incrível que pareça, hoje está sendo uma das raras vezes que me sinto totalmente leve comigo mesma, decidida, e talvez até mais madura, sem paixões, sem apegos. Só eu, minhas amigas e 365 dias pela frente.
- Malu, sai da varanda! os meninos ja estão la em baixo esperando a gente para ir pra praia - Gabriela gritou na porta do apartamento dela. O ano tinha acabado de virar, estava eu, Gabriela, Bianca e Fernanda passando o inicio do ano novo na casa da Gabriela, que é em frente a praia. Segui as meninas para o elevador e em poucos minutos ja estávamos na portaria. E por um milésimo de segundo meu coração parou, o ar faltou, e aquela sensação tão velha voltou, simplesmente porque dei de cara com o Gabriel. Uma paixão mal resolvida que guardou tanto rancor, principalmente como tudo acabou, eu sei que ele me odeia e sei que talvez nunca mais terá volta, mas, essa sensação insiste em voltar a dominar meu peito. Quando ele percebe que olhei para ele e franzi a sobrancelha, o mesmo rolou os olhos, típico do Gabriel. A noite se estendeu de uma forma surpreendente, passamos o primeiro dia do ano com o Gabriel e seus amigos insuportáveis e arrogantes, igual a ele. O resto da primeira semana do ano se baseou em festinhas. E pela primeira vez, eu vi de tudo, para mim era tudo novo, as meninas não eram la flor que se cheire, mas nunca passou pela minha cabeça que a Fernanda se trancaria no banheiro com um garoto que ela havia conhecido na mesma noite, ou que a Gabriela perdesse a virgindade na escada do prédio. Eu nunca acompanhei o ritmo delas, porém participava, e afinal, elas eram as minhas amigas. Não, eu não me sentia excluída ou algo do tipo por deixar de fazer o que elas julgavam importante e normal, porém por essa diferença de opinião, constantemente brigávamos, perdíamos a confiança umas nas outras, e acabou que a "amizade" foi se desgastando, até chegar num ponto em que eu me vi só, onde a amizade existia apenas para irmos juntas á festas, fui descobrindo isso porque quando eu mais precisava, nas dificuldades que surgiam, ninguém se dispôs ao menos tentar me ajudar.

365 de 365Where stories live. Discover now