Prólogo

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O garoto lembrava-se muito bem daquele dia, coisas horríveis aconteceram, apesar de na época ele ter apenas 5 anos de idade, mas aquela cena foi de marcar a sua lembrança para sempre.


Era uma manhã comum de domingo, por volta das 7 horas da manhã e o garotinho já estava acordado. Gabriel, uma garoto pequeno para a idade, todavia muito ativo, nunca foi de dormir até tarde, mesmo sendo domingo. Sentado em sua cama pensando com qual brinquedo brincar, quando escutou o pior som da sua vida. Um grito de horror. Já estava acostumado com gritos, como por exemplo, do jornaleiro, de pessoas na rua e coisas do tipo, contudo este foi diferente, algo muito ruim havia acontecido. Ninguém gritaria daquele jeito àquela hora da manhã. Sua mãe, dona Gilda, como todos a chamavam, em questão de segundos veio ao seu quarto saber se havia acontecido alguma coisa com seu filho. Tomados por infinita curiosidade, saíram seu irmão mais velho, Felipe, sua mãe e seu pai, para ver o que havia acontecido. Ao saírem deram de cara com uma mulher magra, com roupas simples e com uma cesta de compras. Ela gritava exageradamente em plenos pulmões, chegando perto da família a única coisa que ela consegue dizer é: Na arvore... Muitos corpos... Todos mortos.

Ela tentou dizer mais alguma coisa, mas a pobre coitada não aguentou e desmaiou nos braços da Dona Gilda. A cidade inteira entrou em pânico. Foi horrível a cena que se seguiu. Toda a família Perrot estava pendurada no alto da arvore mais alta da praça principal que era basicamente em frente a casa onde morava o garotinho. Todos, sem exceção. O Sr. Claudy Perrot com sua esposa, a senhora Giselya, eles estavam com os pulsos cortados e os dois estavam muito próximos um do outro, olhando mais atentamente era possível perceber que as mãos deles estavam algemadas, seus corpos mostravam sinal de quem haviam lutado, as roupas estavam rasgadas e muito sujas. O mais triste também foi que os seus cinco filhos, Jean, Lauandy, Charles, Dorian e Mitchel, até o pobre gato de estimação estava lá, pendurado. Foi cruel o que fizeram com eles, arrancaram seus olhos. Gabriel não conseguiu ver direito, mas depois os boatos que circulavam diziam que o gato de estimação não estava pendurado por uma corda mais sim pelas próprias tripas.

Não demorou muito um departamento de investigações chegou à cidade, não era possível entender o que eles fizeram, foi tudo muito estranho, muito estranho mesmo. Todos estavam com roupas pretas, exceto um senhor que mal se aguentava em pé que estava com um jaleco branco. Eles eram no total de 10 pessoas, dentre eles haviam somente três mulheres.

Tudo mudou a partir daquela manha. As coisas ficaram tão estranhas, as pessoas deixaram de falar umas com as outras, o medo estava estampado no rosto de cada um. Aquela harmonia que havia entre todos foi completamente perdida. Como havia passado um mês e ninguém foi preso culpado pelos assassinatos, muitas famílias decidiram sair da querida cidade. Uma dessas famílias foi a Santos. Exatamente 45 dias.

após o acontecido decidiram mudar-se para o Brasil. Sua mãe falou apenas uma coisa assim que trancaram a porta da sua casa ao sair:

-Meu filho, nunca fale de onde você saiu, diga apenas que moravas em uma cidade na França, somente isso.

Essa decisão foi muito louca, de uma hora para outra decidiram mudar e estavam indo em direção a São Luís. Uma cidade que segundo seus pais seria melhor para todos. Mas será mesmo que seria melhor para todos? Por que da mudança de pais? Por que mataram todos da família Perrot? O que será que os filhos deles viram? Nunca se soube. Este é Gabriel, um dos poucos que ainda encontra-se com vida depois de ter visto os corpos na arvore.







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