Olá, sou eu a lua! Sim, eu posso comunicar-me, não por voz ou por som, porém, os espíritos que em mim habitam podem dominar a mente humana e em forma de inspiração transformar em belas palavras as histórias que a vocês necessito partilhar. Decidi contar a vocês uma bem antiga, na época em que os Deuses dominadores dos elementos naturais comandavam o mundo. Se a sua duvida é a existência deles, acredite em mim, eu presenciei tudo. Cada batalha, cada gota de sangue, cada paixão e inclusive as complicadas decisões que muitos tiveram que tomar. Essa história é sobre um garoto, fruto de uma paixão proibida. Um Deus chamado Ayala que em meu solo habitava, decidiu descer a terra em forma humana para experimentar dos prazeres que os homens tinham em seu planeta. Enfim, esse Deus de coração piedoso conhecido por seu poder sob a luz da lua, acreditou que não poderia viver em total solidão e tomou decisão de conhecer alguém, porém apenas outros Deuses Lunares podem em mim habitar, vendo grande dificuldade de presenciais em mim, determinadamente decidiu habitar na terra, porém eu o impedi e disse:
- Perdoe-me filho, porém tal decisão não é tão simples. Para que eu possa deixa-lo partir terá de tomar uma complicada decisão. Para forma tomar humana e na terra habitar, sendo você um ser lunar terá de abandonar seu poder para sempre, e assim o tornarei homem de carne e em direção à terra irei lança-lo.
Ayala logo remeteu sua resposta:
- Mas pai, se essa for minha decisão, quem terá domínio sobre meus poderes e ao meu trono se assentará?
- Filho, se decidires partir, em seu novo mundo deverás procurar amor verdadeiro e a ti concederei um filho mortal que em uma nova era irá apossar-se do vinho da imortalidade e o substituirá, tendo assim que manter seu trabalho.
- Então pai, ó majestosa lua. Estou decidido à ir, e a ti entrego meus poderes para que os conserve e entregue ao fruto de minha carne.
- Ayala, tenho apenas a lhe dizer uma coisa. Você é um Deus possuinte de milhares de anos de existência providos de tua imortalidade, entretanto seu corpo carnal apenas um ano de vida terá. Ao completar esses doze meses de vida seu espírito descansará em paz e mais uma estrela em meu vasto céu se tornará.
- Ó pai, não mudarei minha decisão e que assim seja.
Arremessei-o da lua em direção a Terra, seu corpo começou a se formar sobre o ar e em um lago de águas cristalinas caiu. Nesse mesmo lago, banhava-se uma linda jovem humana de cabelos cumpridos e ruivos, pele branca como a luz do luar e lábios predominantemente vermelhos da cor do sangue. Ayala levantou-se em meio as águas e com seu corpo ferido suplicou ajuda. A jovem moça mesmo assustada não pensou duas vezes, tirou-o da água, o apoiou em seu ombro e levou-o até sua casa e o põe para descasar. Ao raiar do sol Ayala levanta e a jovem moça do lado da cama está o observando. curioso pergunta.
- Como é seu nome jovem moça?
Ela por sua vez calmamente responde.
- Me chamo, Letícia em homenagem a uma das mais fortes estrelas do céu. E você como posso chama-lo?
- Ayala.
Notava-se um brilho no olhar dos dois que no momento encontrava-se direcionado um ou outro, até que ouve-se um bater na porta, assustada, Letícia levanta-se e redireciona-se a mesma, ao abrir, sua prima Helena e sua pequena filha Yasmim estão a sua espera com algumas malas velhas e mofadas. Logo Letícia pergunta.
- Oi prima, o que estás a fazer aqui?
Helena responde em tom de choro.
- Preciso de um favor seu. Como sabes meu marido foi convocado a guerra lutar, nesta manhã uma carta chegou até mim, nela dizia que meu marido veio a falecer ontem em meio batalha com os rivais de nosso reino, estou muito doente e sem condições de minha filha cuidar, decidi partir em busca de tratamento. Porém, minha pequena filha não posso levar, podes abriga-la por mim? Não por muito tempo, ao menos até eu voltar de minha jornada.
- Oh, Claro que sim. Estou com um hospede, mas não será problema algum cuidar dela.
- Muito obrigada, não sei como agradece-la. De tal forma, digo-lhe, meu espírito será eternamente grato.
Mesmo com angustia no peito e rios de lágrimas da pequena Yasmim despediram-se e Helena pôs-se a partir. Letícia pegou as malas da pequena Yás colocou-a no colo e a levou a seus aposentos, a garotinha muito cansada, dormiu em sono profundo.
Passaram-se dias, e o primeiro mês veio a completar-se. Ao calar da noite Letícia decidiu ao lago ir, o lago tinha águas puras e sagrado considerado era. Ayala a viu partir, e decidiu segui-la por curiosidade. Ao chegar em seu destino, a moça tira suas vestes e no lago brilhante na luz da lua cheia, entra. Ayala encontra-se paralisado observando-a banhar-se, e por alguns sons de descuido Letícia percebe estar sendo observada, assustada e com um pouco de vergonha estampado em seu rosto pela coloração de suas bochechas rosadas, pergunta a ele porque a observava. Ayala responde...
- Me perdoe jovem dama, porém a tempos tenho me perdido em seus olhos, você tornou-se dominadora dos meus pensamentos. Quero em teus lábios perder-me e tornar você minha rainha.
Os olhos da moça eram azuis celestiais e tinham uma força que encantava muitos. Letícia encantada com as palavras dele, convida-o na água entrar. Ayala retira suas vestes e por alguns minutos percebe seu corpo brilhar com o toque da lua. A moça entra em total observação e fica maravilhada em vê-lo brilhar, logo em seguida o pergunta.
- O que você é? Porque estás brilhando? Seria você, o escolhido da lua?
Ayala com um olhar sério a responde.
- Eu era um Deus lunar, porém desisti de meu trono sobre a lua para um amor verdadeiro na terra encontrar. Desde a primeira vez que a vi senti que meu coração não pertencia mais a mim e sim a você. Eu a amo!
Letícia sente-se atraída e o beija intensamente, em alguns minutos parecem sentir a água ferver, seus corpos entram em contato peculiar, e logo encontrava-se dois jovens apaixonados perdidos em atos explícitos naquele local.
Alguns meses vem a se passar a pequena criança Yás ainda está a espera da volta de sua mãe que a certo tempo não manda notícias de seu paradeiro. Era-se três meses passados desde o encontro no lago, Letícia está acamada com enjoos constantes e aflita sente sua barriga movimentar-se, assustada coloca a mão sobre sua barriga e de alguma forma sente estar gravida. Ela grita por Ayala que vem correndo a seu encontro põe a mão sobre a barriga de Letícia e confirma o pulsar acelerado do coração do feto. Naquele momento a confirmação vem e Letícia a espera de um bebê estava.
Seis meses depois Letícia já encontrava-se em estado de espera, porém em um inesperado momento sentiu forte desejo de tomar da água do lago. Levantou-se da cama e mesmo fraca foi em busca de sua água, nesse momento Ayala não se encontrava, pois estava a caçar. Letícia mesmo sabendo dos riscos chamou Yás para acompanha-la, a garotinha não tinha mais que sete anos de idade, porém sábia tentou impedi-la, mas Letícia era muito teimosa e pegou-a pelo braço e juntas ao lago foram. Ao chegar lá, Letícia ajoelha-se para da água beber, porém, uma forte dor vem no colo de seu útero. Gritou por Yás, a garota espantada vem correndo em direção ao lago, quando nele chega, surpreende-se.
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As Crônicas de Lucky Ayla
Teen FictionPerante a ficção e com base imaginaria, essa é a história de Lucky Ayla. Um ser sobrenatural, filho de um Deus lunar que se apaixonou por uma humana, gerando assim, um guerreiro que mudou a história da terra, porém, não foi tão simples sua estadia...
