Capítulo 01: Uma Escolha

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Foi vencida, levada para uma casa de prostituição aonde conhece o herdeiro do imperio Vortex. O chefe da boate a manda seduzir, o homem e ela o faz o fazendo se apaixonar mais o que ela não esperava é se apaixonar pelo herdeiro.

Anelise Green

- Esta tudo bem Ana? - Perguntou Lea atrás de mim.

- Sim - Digo olhando o meu reflexo no espelho o meu cabelo castanho estava escondido numa piruca vermelha.

- Vamos, esta na hora.

- Durante mais quanto tempo vamos suportar, eu não aguento mais trabalhar aqui nesta maldita boate. - Disse a fitando

- Estamos presas aqui, e ninguém nos vai ajudar.

- Eu sei mas, eu não vou continuar aqui.- Digo e a porta é aberta por aquele homem que desgraçou as nossas vidas e nos condenou a tudo isso.

- Andem logo que já vamos abrir. - Disse o Hugo e nós nos levantamos saindo do quarto aonde durmiamos eramos no total dezasseis, presas e obrigadas a trabalhar como prostitutas.

- Não preciso dizer que não devem abrir a boca com ninguém sobre nada.- Disse e nós assentimos. A um ano fui vendida e traga para aqui, presa dentro destas paredes nem mesmo sei aonde somos feitas prisioneiras.

- Eu não sei quanto tempo vou suportar.

- O suficiente. - Disse Lea - Se não quisermos morrer, teremos que aceitar. - Disse se afastando seguindo para o seu cliente habitual. Um homem velho e gordo que vinha quase todas as noites, Lea o fazia beber até adormecer na cadeira. Me dirijo ao balcão aonde sou recebida por um sorriso doce de Jake.

- Oi Jake

- Oi, hoje ficas por aqui?

- Como todas as noites - Digo lhe dando um sorriso fraco, Jake era um grande amigo tal como todos os outros não sabia que eramos feitas prisioneiras. Me magoava pensar que...

- Ana esta tudo bem? - Perguntou me fitando.

- Sim nos vemos - Disse saindo com a bandeja quando esbarro em alguém derrubando toda a bebida em cima da minha vitima. - Me desculpe - Disse me afastando quando sinto as mãos nojentas do Hugo em cima de mim.

- Olha o que você fez sua estupida.

- Esta me machucando. - Digo tentando me soltar.

- Cale a boca!

— Ei — Ouso a voz rouca e firme— Ela disse que a esta machucando, largue-a — Eu fito o homem diante de mim era alto corpo, cabelos castanhos alourados no seu rosto  trazia uma barba por fazer e olhos verdes, tinha os dentes serrados e o maxilar rígido na sua camisa azul clara havia uma enorme mancha. — Não me ouviu...

— Quem você pensa que é?

— O cliente a quem ela derrubou as bebidas, acho que eu estou no direito de me resolver com ela, mas se voltares a machuca-la as consequências seram graves — Disse sério Hugo o fitava atentamente até que sinto as suas mãos me soltarem.

- Depois resolvemos isso! - Disse e se afastou.

- Estas bem?- Ouso a sua voz atrás de mim,  me viro e os meus olhos se prendem no seu olhar.

- Si...sim... Me desculpa.

- Tudo bem - disse sorrindo - Digamos que eu também não gostava desta camisa. - Disse e eu sorri ele parou de rir me fitando, eu parei instantaneamente sentido o meu rosto corar.

- Me desculpe...- Eu disse

- Porquê? - Perguntou erguendo as sobracelhas.

- Pelas bebidas, com licença - Digo me afastando quando sinto as suas mãos em mim o seu toque era quente, diferente dos outros homens daquele lugar.

- Espera. - Disse me olhando com aqueles olhos tão verdes e eu desviei o olhar ele levou as mãos até o meu queixo me fazendo encara-lo.

- Ana preciso que me ajudes aqui - Disse Lea surgindo entre nós quebrando aquele contacto visual me puxando dali - Esta tudo bem? - Perguntou Lea ao meu lado. - O que aconteceu ali?

- Não foi nada, esta tudo bem. - Digo

- O Hugo vem para cá - Disse e o vejo se aproximar.

- Ana me acompanhe. - Disse seguindo para o escritório, olhei para Lea e segui o acompanhado.

- Porque... - A minha fala foi calada pelo tapa que ele me deu, levei a mão ao rosto sentindo aquela sensação de ardência e queimação.

- Creio eu que sabes porque o fiz - Disse se sentando - Querida Ana. Parece que a tua estadia aqui terminou - Ele disse e uma chama de esperança e medo se acendeu no meu peito.

- Vai me soltar? - Pergunto e ele sorri

- Soltar? Foi isso mesmo que você achou? - Perguntou se levantando vindo até mim - Soltar você Ana - Disse atras de mim - Não. - Disse ele me fitando - Pelo bem ou pelo mal foste tu a escolhida.

- Escolhida pra quê? - Questionei sentindo o medo tomar conta de mim.

Ele sorriu. - Tão bela e tão perigosa - Disse acariciando o meu rosto e eu me afastei.

- Tire as suas mãos de cima de mim. - Indaguei.

- Sem duvida não me arrependo de te ter comprado aos teus pais - Disse e eu o fitei com odio.

- Eles nunca o fariam. - Digo mais pra mim mesma eu precisava acreditar naquilo.

- Desde ali sempre soube que me serias útil.

- O que te faz crer que eu o vou fazer.

- Tu bela Ana iras seduzir Oliver Queen em troca da tua tão preciosa liberdade - Disse.

- Eu... O quê?

- Não me faças repetir. Oliver Queen pela tua liberdade. - Disse se sentando.

- Porquê? O que vocês querem com ele?

- Isso não te interessa. Afinal tu nem o conheces. - Disse sério.

- Se eu aceitar, o que me garante a minha liberdade? - Pergunto e ele me olhou nos olhos.

- A minha palavra. Sim ou não Anelise? - Senti o meu corpo extremesser a minha liberdade estava ali numa única palavra.

- Sim... Eu aceito. - Digo e ele sorri vitorioso.

- Sempre soube que eras inteligente - Disse e dois seguranças entraram na sala me segurando pelo braço.

- O quê? Larguem-me!

- Levem-na - Disse.

- Como assim... - Questionei assustada - Nós temos um acordo. - Ele se levantou caminhando até mim erguendo o meu rosto.

- Levem-na.

- Não Hugo! - Gritei quando aqueles homens me levaram da sala. Os olhos de todos na boate estavam sobre mim, fitei a Lea os seus olhos estavam num misto de surpresa, horror e aflição.

- Ana! - Gritou

- Lea! - Gritei de volta quando o meu rosto foi coberto e eu não vi mas nada. Senti me jogarem para dentro de um carro. - Pra onde me estão a levar? - Eles tiraram o capus do meu rosto e precionaram um lenço contra o meu naris, o cheiro forte invadia os meus pulmões. Tentei rebater, tentei lutar, sentia o meu corpo desvanecer e depois escuridão.

Entre a espada e a paredeWhere stories live. Discover now