Nós depois disso? Ah nós não nos desgrudavamos,eram ensaios,shows,o lançamento foi um sucesso e nossa vida passou a ser difinitivamente 'musica' por vezes eu via Dianna chorar,principalmente porque Damien e eu estavamos cada dia mais próximos,não nos beijavamos na frente dela,evitavamos toques de intimidade mas era evidente que havia algo, sabe aquela pessoa que nota se você muda a cor do esmalte? Que elogia sua roupa? Mas não qualquer elogio,não da boca pra fora,mas algo tipo : Velho,você está incrivel ! E fazia aquela carinha de apaixonado bobo, sempre tive aquelas tipicas sensações de inferioridade até porque era algo que Dattey colocava em mim me rebaixando toda vez que ficavamos diante do espelho,mas ele? Ele acreditava em mim, elogiava minha voz as vezes até com um pouco de exagero,quando eu sentia que era incapaz de algo me encorajava,comprava minhas brigas, lembro que uma vez a senhora Parker disse que D' não podia ouvir ninguem falar mal de mim que ele virava 'bicho' (palavras dela), ele tinha ciumes quando rapazes mexiam comigo na rua e sempre me puxava pra o lado da calçada quando vinha carros aquilo tudo me apaixonava nele,fazia meu coração arder, nunca antes havia me sentido tão amada,tão especial ele era lindo tanto por dentro quanto por fora.Até aquele dia em que TUDO MUDOU.
Era uma tarde de outono,nós iamos ensair mas houve alguns imprevistos e acabou não 'rolando',Damien e eu fomos pra minha casa depois de dispensar os garotos,ele parecia impaciente,aborrecido e disse que precisava falar comigo sobre algo muito sério,quando chegamos eu o olhei e apesar de sua aparencia triste ele estava incrivelmente lindo com aquela boca pequena e olhar perdido quis abraça-lo bem forte e não soltar mais,sentia falta do cheiro dele,do toque, fazia algum tempo que não tinhamos um momento só nosso,não eramos um casal normal, apesar de estarmos sempre juntos eram poucas as vezes em que nos tocavamos em maioria delas estavamos sobre efeito de alcool,creio que uma ou duas vezes isso foi uma excessão,tanto que hoje em dia não me recordo mais o sabor dos lábios de Damien Parker,eu me iludi mais uma vez, quando ele começou a falar e sua voz estremecer e gaguejar cheguei a pensar que ia se declarar pra mim,dizer que estava apaixonado, no meu sub-consciente eu até treinava o que dizer quando ele finalmente falou; - Eu estou apaixonado por uma pessoa,mas eu sei que é errado estar!
'Eu completamente iludida' Falei: - mas por quê é errado? Você acha que ela não está afim?
Ele; - Acho que está! Mas é algo quase impossivel.
'Pensei,poxa como assim? Eu estou afim,ele tambem o que tem de impossivel nisso? Somos livres maiores de idade! An?'
Perguntei; - como impossivel,se ela quer e você quer nåo vejo nenhum impedimento!
Ele respondeu com os olhos em lágrimas; - Você não entende Mel? A pessoa não pode ficar comigo!
'Bom,se ela não pode então não sou eu, porquê eu posso! Posso e quero..'
Quase sem motivação e com o coração temeroso fui aos 'finalmentes'; - Ela é casada?
Ele; - Não!
Eu; - Garota de programa?
Ele; - tambem não!
E a medida que falava chorava mais e mais até soluçar,começou a me dar um certo desespero,levantei do sofá onde estavamos sentados e fui até a cozinha questão de metros e enquanto colocava água no copo pra ele falei algo que era pra descontrair,algo em minha concepção pra rirmos tamanha impossibilidade; - Ela é homem? Uns segundos de silencio e a resposta que veio como uma porrada na minha cara; - É isso mesmo! Acabei bebendo a água que era pra ele,em choque voltei pra o sofá e sem esboçar nenhuma reação me sentei,minha mente deu uma
'revira-volta' tudo que haviamos vivido até ali veio como um filme na minha cabeça,os beijos,as declarações,até a desgraçada da Dianna,nada fazia sentido se D' é Gay então ele fingiu esse tempo todo? Dattey ria dentro de mim, ria e fazia insultos preconceituosos,me senti dentro de um buraco escuro,sem ar e sem ter como sair a voz dele me acordou do transe ao dizer; - Você é a unica pessoa em que confio pra contar,Esmy não sabe,ninguem sabe! E não quero que saibam,por isso estou saindo da banda!
Fui obrigada a falar algo,eu não queria parecer preconceituosa e de fato eu não era,mas como? Me digam como eu poderia entender de cara essa situação? Como aceitar que ele jamais poderia ser meu? Naquele momento eu sequer poderia atribuir a culpa a ele,nem a mim mesma em se tratando de sentimentos não existem culpados,eu só precisava digerir tudo aquilo,ficar sozinha talvez e pensar a respeito.
- Sair da banda? Mas é o seu sonho!
-sim Mel, é o meu sonho,mas agora não é mais uma bandinha de garagem,estamos crescendo nos tornamos conhecidos e a medida que isso acontece virão as especulações,e não quero ser exposto dessa maneira não quero que minha familia saiba pela imprensa ja pensou? Não quero que 'a pessoa' seja alvo dos falatórios,agora não envolve só a mim!
Não tive argumentos pra questionar,nem vontade de fazer isso,ele me contou quem era a tal pessoa,um universitário,independente,bonito,inteligente,popular e gay assumido e ver o intusiasmo com que D falava dele me despedassava por dentro,você meu querido leitor pode não conseguir imaginar ou até achar dramática a forma como descrevo isso,mas apenas pondere eu estava loucamente apaixonada por um cara que amava outro cara,talvez se fosse uma garota por mais incrivel e superior a mim que ela fosse me encarregaria de supera-la mas neste caso nem que eu fizesse uma mudança de sexo poderia competir com ele de igual pra igual,cheguei a me odiar por ter nascido mulher,eu o apoiei naquele momento tentei ser compreensiva e amenizar a situação,o amava demais pra questiona-lo,no fundo estava feliz por ser a primeira a saber mostrava como aquele garoto confiava em mim e sob hipotese alguma trairia essa confiança.
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THE DARKNESS
General FictionEsqueça tudo em que você acreditou até aqui,imagine que sua vida sempre foi uma mentira contada pra confortar seu coração em momentos dificeis, eu acreditava nesta divisão,seres humanos,seres celestiais,eles no céu nós na terra... quanta babozeira...
