A Reunião

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Magnus

Impacientemente, eu esperava o meu turno acabar para poder visitar Lyana. Não conseguia me concentrar em nada, apenas batucava o lápis na mesa de metal enquanto eu olhava para os papéis. Olhei para o relógio outra vez, era torturante ver o ponteiro andar tão devagar. Quando o horário chegou, me levantei rapidamente juntando os papéis e sai do prédio em passos largos. Na rua, procurei a ir direto para o dormitório de Bethany, subi as escadas de cabeça baixa, bati na porta levemente para não chamar atenção.

— Magnus, não é? — Bethany franziu a testa.

— Sim...posso entrar? — perguntei a olhando.

— Claro — Bethany me deu espaço — Aconteceu alguma coisa com a Lyana? Faz um tempo que ela não vem me visitar...

— É uma história longa, mas vou resumir — a olhei entregando um papel — Lyana é imune ao Vivantis, Aura descobriu, a sequestrou e a manteve em cárcere para produzir alguma cura...

— Meu deus...como ela está? Onde ela está? Eu vou colocar aquele prédio abaixo para achá-la!

— Calma...— me aproximei e segurei os braços dela — Ela conseguiu fugir, agora ela está em segurança na casa do Chang...Lyana me pediu que eu te levasse para vê-la...

— Meu deus — Bethany respirou fundo passando a mão no rosto — Por favor, me leve até ela...

— Claro, vamos lá — a acompanhei para fora do dormitório e caminhamos pela rua sempre atentos aos guardas, eles ainda procuravam por Lyana e qualquer sinal suspeito.

— Magnus? — alguém me chamou fazendo com que eu parasse para olhar.

— Não acredito que conseguiram...— Martin se aproximou sorrindo.

— Martin...— sorri fraco — Essa é Bethany, madrasta da Lyana...

— Olá — Martin a cumprimentou e me olhou — Onde Lyana está?

— Confia nesse homem — Bethany sussurrou no meu ouvido. Queria dizer não, mas ele tinha nos salvado quando saímos de ForestCity.

— Ele nos ajudou...e é alguém que Lyana gosta bastante...

— Ela está viva, não está? — Martin perguntou preocupado e curioso.

— Sim — suspirei — Vem com a gente, mas você tem que prometer que não vai falar com ninguém sobre o lugar que vou te levar.

— Tá, não vou — Martin me olhou nos olhos e confirmou com a cabeça. Continuamos o nosso caminho até a casa de Chang.
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Lyana

As horas se passavam e eu não via. Era como estar trancada em um lugar sem tempo. Esfreguei meus olhos e me sentei no colchão, ouvi um barulho e olhei para a portinha rezando para que não fosse ninguém que não pudesse estar ali. Me estiquei e segurei o canivete que Chang havia me dado para me proteger. A porta se abriu expondo Magnus e Chang.

— Ainda bem que são vocês — suspirei aliviada e me levantei subindo a escadinha.

— Está tudo bem? — Magnus perguntou me ajudando a subir.

A Era - O Novo Mundo do CaosWhere stories live. Discover now