Continuei minha caminhada,até me cansar e decidir voltar para casa.Já era cinco da tarde quando cheguei em casa.Fernanda corria estéricamente atrás de um batom vermelho que ela não encontrava.Ta,até que era engraçado vê-la tão desesperada mas,poxa ela não contou nada pro meu pai,sobre,aquele acidente,que eu e o...Ah,esquece,eu só quis ajudá-la,então fui até meu quarto,peguei o meu batom vermelho e entreguei a ela.
-Muito obrigada Carolina,você acaba de salvar a minha vida-putz que drama a Fernanda faz.
Enfim,chegou a noite.Meu pai saiu todo produzido de seu quarto,junto com Fernanda que não deixou por menos.Minha irmãzinha estava uma verdadeira princesinha.Felipe?tava deitado no sofá jogando video-game.
Meu pai saiu.Quase implorei pra ele não me deixar a sós com o Felipe,mas já era tarde.
-Iai pirra quer jogar comigo?-ele perguntou sorrindo.
-Claro seu bestão.-Eu disse me jogando no sofá.
-Vamos apostar?-ele disse
Putz la vem
-Vamo,apostar o que?
-Se eu ganhar,eu quero um beijo,se você ganhar você escolhe.
Humm e agora?
-Tudo bem,fecho.Apostado.-Respondi sempre competitiva.
Era melhor de três.
Ganhei a primeira rodada.Yesss
Ele ganhou a segunda.Nãoooo
Agora era o desempate...
Putz ele venceu.Nem sei se eu estava achando tão ruim assim ele me vencer.
-Agora eu quero meu prêmio-ele disse com aquele olhar sedutor.
-Se você me alcançar.
Corri feito uma louca por todo o apartamento.Mas uma hora ele me alcançou.Ali,na sala mesmo.Novamente ele me prensou entre a parede e seu corpo.Ficava me olhando com a respiração acelerada,me apertando cada vez com mais força.Agarrei os seus cabelos com uma fúria como se aquela prenda tivesse sido escolhida por mim caso eu vencesse.Sem,mais delongas,eu queria aquele beijo logo.Vi ele aproximar seu rosto do meu bem devagar.Mas essa lentidão acabou assim que nossos lábios se tocaram.Voltou novamente aquela furia.Caimos deitados no sofá .Entrelacei minhas pernas em sua cintura.Nesse momento ele parou de me beijar.Olhou no fundo dos meus olhos,e disse tão alto que ecoou por toda a casa.
-Eu te amo Carolina.-Putz senti uma certa culpa agora.
Eu tava com ele e com o Sandro.Ele se aproximou para me beijar de novo mais eu me afastei.
-O que aconteceu?-ele quis saber
-Não foi nada.-Eu disse-Eu só não quero agora entende
-Carolina você é.......
-Não eu não sou virgem,só não quero entendeu-intrometi antes de ele completar a frase.
-Tudo bem eu espero o tempo que for necessário.
Agora sim eu me sentia culpada.Eu não merecia uma cara assim.Não mesmo.
-Vamos beber alguma coisa?-ele perguntou já saindo da sala
Fiz que sim com a cabeça.Fomos até a cozinha e pegamos duas garrafas de vodka.Exato,vodka.É obvio que isso não ia acabar bem,mas essa porcaria é boa,fazer o que?
Uma da madrugada.Duas garrafas vazias jogadas no chão e dois bêbados disputando o corrimão da escada para subirem para seus quartos.O meu quarto era o primeiro.Abri a porta ainda cambaleando e Felipe parado a porta não se moveu.
-Vai Felipe-eu disse-vai pro seu quarto.
Ele me pegou pela cintura e me empurrou para atrás.Bateu aporta,e me jogou em minha cama.Me senti uma idosa sem conseguir reagir.
-Fica calma,eu só vou deitar aqui com você.
Dormimos de conchinha.Eu nunca pensei que isso fosse acontecer,mas tinha um ruivo gato na minha cama e a gente só dormiu.Se bem que no estado em que estavamos não fariamos nada mais que isso.
Dez da manhã ouvi passos,tentei me levantar mais a ressaca não deixou.Fiquei quieta então.
-Carolina está aqui o seu batom...-Minha madrasta entrou no quarto-errr me desculpe.
-Não,espera Fernanda,entra e fecha a porta.-Assim ela fez-Ele só dormiu aqui porque ele tava bêbado de mais para ir ao quarto dele.
-Você quer que eu acredite que vocês tiveram a casa toda só pra vocês e não fizeram nada?-ela indagou
-Bom,"nada" é uma palavra um pouco forte.Mas a gente só fico...algumas vezes eu acho.-eu respondi
-Ta com dor de cabeça né?só pode pela quantidade de caretas que você está fazendo.-ela disse
Fernanda saiu e buscou remédio para mim e para o Lipe.Ele saiu do meu quarto antes que meu pai o vesse,o que foi um alívio.
