Capítulo 1: Onde as Correntes Aprendem a Ronronar

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Para aqueles que encontram beleza nas correntes invisíveis que nos prendem ao desejo.

Este palácio não é para os fracos. Se você ousou abrir estas páginas, saiba que está adentrando um território onde as leis são ditadas pelo cheiro de feromônios e pelo peso do couro. KIRA_VIEIRA não compactua com os atos aqui descritos, mas o Palácio de Ébano não se importa com a sua opinião. Este é um aviso estritamente para maiores de 18 anos. Se você não suporta a dor, a possessividade e o pecado, saia agora. A autora não responderá a processos — o contrato de sangue já foi assinado no momento em que você clicou em ler.

Agora, respire fundo. O cheiro de mármore frio e chuva ácida está prestes a invadir os seus pulmões.

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O barulho do mundo exterior sempre foi um inimigo silencioso para Baek Haneul. Não era o volume alto em si, mas a cacofonia desordenada de Sin-Seol: o zumbido elétrico dos letreiros de neon violeta, o roçar áspero dos pneus dos carros na chuva fina e o burburinho sufocante das pessoas na rua.

Ele pressionou as orelhas brancas de gato contra o cabelo escuro, um mecanismo de defesa involuntário. Sua cauda felina, fofa e longa, enroscou-se firmemente ao redor de sua própria cintura, como se tentasse se proteger de um perigo invisível.

— Haneul, querido, nós chegamos — a voz de sua mãe veio de algum lugar distante, abafada pelo ronco pesado do motor do carro blindado da realeza.

Ele piscou, desviando o olhar da janela embaçada. Lá fora, a arquitetura cyberpunk de arranha-céus de vidro e luzes púrpuras havia dado lugar a uma muralha colossal de pedra preta. O Palácio de Ébano. O coração dinástico do Império de Neo-Goryeo.

Ele odiava aquilo. O carro parou. O silêncio do lado de fora era ensurdecedor.

Haneul desceu do veículo, e o impacto do ar gelado em suas pernas nuas foi imediato. Ele vestia seu espartilho de seda preta favorito, ajustado perfeitamente sobre uma camisa de renda branca gigante que escorregava deliberadamente por um de seus ombros. Os shorts curtos de couro brilhavam sob a luz fria do saguão, e as meias longas de tricô cobriam suas panturrilhas.

Ele sabia que era bonito. Ele amava suas roupas. Mas o olhar dos criados que o aguardavam na entrada não era de admiração. Era de choque, seguido por um julgamento silencioso e cortante.

A mãe dele, agora Rainha Baek Mi-sook, apertou o braço de Haneul com força. — Tente não chamar atenção, meu amor. Por favor.

— Mas as minhas roupas são confortáveis — Haneul respondeu, sua voz saindo em um tom monótono e perfeitamente lógico. — O alfaiate disse que eu podia usar o que me deixasse confortável. A textura do couro é boa para os meus sentidos.

Ele não entendia. Ele nunca entendia a malícia nos olhos dos outros. Ele apenas sentia o peso do ambiente. O saguão principal do palácio era um abismo de mármore negro polido, tão impecável que refletia as luzes holográficas do teto como se fosse um espelho d'água congelado. O cheiro era de cera de carnaúba, pedra molhada e algo mais... algo pesado, animalesco e profundamente dominador.

Feromônios. Feromônios de Alfa.

Eles subiram a escadaria principal. Cada degrau parecia drenar a pouca energia que Haneul tinha. A fadiga começou a se instalar em seus ossos. Ele queria seu ninho. Ele queria o cobertor de pelúcia que tinha deixado no apartamento de classe média que agora pertencia ao passado.

A corte se abriu como um mar vermelho quando eles entraram no Salão do Trono. Nobres com orelhas de leopardos e presas sutis sussurravam atrás de leques. O Rei Min Jae-shin os aguardava no trono, sua expressão um monumento de frieza política.

👑 MEU DOCE DADDY Cerita yang bikin terobses. Temukan sekarang