Arrastado por Gavi e Yamal pra uma festa em Londres, Pau Cubarsí só queria encontrar um canto tranquilo e sobreviver àquela noite sem chamar atenção.
Só que, no meio da bagunça, ele acaba se metendo numa situação que definitivamente não estava nos p...
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A música alta e abafada vibrava pelas paredes da casa de Lucas Bergvall em Londres, misturando o calor humano com o cheiro adocicado e envolvente de amora e óleo de coco que parecia seguir o sueco por onde ele passava.
Se não soubesse que o ômega era um adulto e jogador de futebol profissional, Pau apostaria com certeza absoluta que aquilo era a mais pura e caótica festa universitária.
O zagueiro ômega só estava ali pela grande insistência de Gavi e de Yamal, até porque, se soubesse antes que aquela festa pertencia nada mais e nada menos ao sueco loiro, nunca, em hipótese alguma, teria ido para lá.
Não que tivesse algo contra ele, pelo contrário, mas a lembrança daquele momento íntimo que presenciara entre o outro ômega e Martinelli ainda parecia fresca até demais em sua memória, deixando-o envergonhado sempre que o via.
Pela centésima vez na noite, Yamal e Gavi o haviam arrastado para o meio da muvuca, jurando de pé junto que dessa vez seria diferente e que ele finalmente ia arranjar alguém, em vez de passar a festa inteira com cara de paisagem.
Mas, como sempre, bastou entrarem na casa para que os dois sumissem no meio da multidão, deixando Pau sozinho com um copo de bebida e sentindo-se um verdadeiro peixe fora d'água num canto mais afastado do evento.
Tentando distrair a mente, os olhos de Pau correram pelo ambiente caótico até travarem em uma cena que o fez congelar no lugar: ali perto, Lucas Bergvall e Gabriel Martinelli estavam completamente envolvidos, trocando um beijo intenso e sem pressa, com direito a mão boba.
A proximidade entre os dois cutucava algo na mente de Pau.
Ver Martinelli, um amigo tão próximo, daquele jeito, distribuindo beijos e carícias tão íntimas com o sueco parecia deixá-lo em transe, incapaz de desviar o olhar da cena.
Eles se conheciam há tempos. O brasileiro, sendo mais velho e também um ômega, sempre lhe tratara com enorme carinho e gentileza, ainda mais depois de sua recém-apresentação, ajudando o espanhol com as mil e uma dúvidas que tinha vergonha de fazer para Gavi e, por isso, preferia com certeza perguntar ao ômega mais experiente.
Não era a primeira vez que tinha visto uma cena dessas. Na verdade, a primeira tinha sido bem pior - ele ainda conseguia lembrar perfeitamente da cena dos dois rapazes fodendo...o contato da pele contra a pele e a mistura intensa de feromônios que escapavam daquele cômodo mal trancado.
E não é como se ele fosse algum tipo de pervertido; sendo sincero, ele nem tinha culpa de ter dado de cara com aquilo! Estava apenas vagando pela casa, profundamente frustrado porque Gabriel o havia abandonado minutos antes com a desculpa esfarrapada de que ia buscar mais bebida, quando na verdade estava ocupado demais se esfregando e fodendo com o sueco!
Balançando a cabeça para afastar aquela lembrança imprópria e praguejando mentalmente contra o péssimo momento de lembrar disso, Pau tentou se concentrar no gosto amargo do próprio copo.