POV: S/N
Eu entro no "escritório" com um pé de cada vez. Estou usando um biquíni preto e que cobre só o necessário, caso a Yelena queira me punir pelo trauma causado no pirralho.
Ele não é um pirralho, meu cérebro me lembra, você não é tão mais velha que ele.
Essa informação não é relevante agora. E se torna mais inútil no momento em que James passa pela porta, com uma toalha enrolada na cintura e o braço brilhando com a pouca luz.
Não sei se foi uma escolha muito inteligente da Yelena acender velas ao redor da água, afinal, algumas já apagaram e eu mal me movi desde que entrei no escritório.
— Ela já chegou? — Bucky pergunta.
— Ainda não — minha voz é um sussurro.
Ele murmura alguma coisa e solta a toalha, deixando-a cair no chão, ficando só com a cueca boxer preta. Meus olhos seguem o movimento com cuidado dobrado, absorvendo cada nuance, cada curva e cada respiração dele.
— A água está quente?
Concordo com um movimento de cabeça e ele se aproxima, mergulhando sem testar a temperatura.
Enquanto meus movimentos foram todos calculados, Bucky se jogou de cabeça. Ou talvez, ele só confie na minha palavra.
Não é um gesto muito inteligente, de qualquer forma.
Quando ele volta à superfície, está parado a dois passos de mim. Bucky passa as mãos pelos cabelos molhados, empurrando os fios para longe do rosto.
Estico a mão e toco seu braço, subindo os dedos devagar pelo metal que, de alguma forma, sempre parece um pouco frio.
É o gesto que ele precisava para se aproximar, pressionando meu corpo contra a parede da piscina.
"Tanque de imersão", a voz de Yelena grita na minha cabeça.
Eu a silencio com um chiado, enquanto as mãos de James rodeiam minha cintura. Ele se aproxima com cuidado, os olhos focados nos meus lábios.
— Ainda não acredito que meus pecados foram perdoados — ele toca gentilmente meu rosto.
— Você sabe, algumas garotas gostam de dúzias de rosas e homens que imploram — respondo, meus braços ao redor do pescoço dele. — Eu gosto de um velho rabugento que está aprendendo a se comunicar.
— Mas você já teve as dúzias de rosas — Bucky ri. — E eu me lembro de me ajoelhar na sua porta.
— Pobre garotinho — aperto a bochecha dele, que sorri. Deslizo minha mão para o cabelo dele, empurrando-o para trás. — Gosto do seu cabelo grande.
— Eu sei — ele sorri, aninhando seu rosto em meu toque.
Respiro fundo o cheiro de cloro e Bucky. A essência dele sempre foi meu aroma favorito, principalmente nos meus lençóis.
Nós costumávamos dormir na floresta em Wakanda, deitados em um cobertor que tinha nosso cheiro e abrigados por árvores e estrelas. O céu infinito enquanto nós desenhávamos todas as nossas oportunidades. Traçávamos planos com as pontas dos dedos e canetas coloridas. No céu e na pele um do outro.
Quando tudo acabou, foi a perda da minha vida. Eu costumava pensar que teríamos Wakanda para sempre, que viveríamos ali pelo resto de nossos dias. Fazendo amor ao ar livre e roubando todo o tempo um do outro.
Só Bucky sabe o verdadeiro motivo pelo qual fui para lá. Só ele sabe tudo o que perdi e depois, tudo o que encontrei com ele. Eu sempre disse que aquilo era o verdadeiro sagrado, aquilo era a religião e tudo o que deve ser pregado ao mundo.
YOU ARE READING
One Shots - Marvel
FanfictionE se, em todos os universos possíveis, você encontrasse alguém para amar? Seria fácil se apaixonar por alguém comum. Mas você nunca teve muita sorte com o comum. Entre deuses, heróis, agentes, vigilantes, gênios bilionários e homens que definitivame...
