Prólogo

177 11 1
                                        

O telefone tocou às três e dezessete da manhã.

S/N abriu os olhos com dificuldade, ainda tentando entender onde estava.

— Alô?

— Investigadora S/N? Aqui é a central. Temos um homicídio em Sacramento. Precisamos da equipe no local imediatamente.

Ela olhou para o relógio.

— Estou a caminho.

...

Quarenta minutos depois, as luzes vermelhas e azuis dos carros do CBI iluminavam a rua.

S/N saiu do carro e ajeitou o distintivo antes de caminhar até a casa.

Era uma residência grande, silenciosa demais para aquela hora da madrugada.

— O que temos? — perguntou ela.

Cho apareceu ao seu lado.

— Homem, trinta e oito anos. Empresário. Encontrado morto no escritório.

— Arma?

— Nenhuma.

S/N franziu a testa.

— Então vamos descobrir onde ela foi parar.

Ela entrou na casa.

O corpo estava caído atrás da mesa. Uma pequena quantidade de sangue havia escorrido pelo tapete.

S/N se aproximou cuidadosamente.

Observou o corpo.

Depois a mesa.

Depois a janela.

Algo estava errado.

— A janela está aberta — disse ela.

Cho olhou.

— E daí?

— Está frio demais para alguém deixar uma janela aberta.

Antes que Cho pudesse responder, uma voz veio do corredor:

— Não foi o frio que abriu a janela.

S/N se virou.

Um homem loiro caminhava tranquilamente em direção à cena do crime, segurando uma xícara de chá.

Ela o reconheceu imediatamente.

Patrick Jane.

O famoso consultor do CBI.

Ele passou por ela como se aquela fosse sua própria casa.

S/N bloqueou seu caminho.

— Você não pode entrar aqui.

Jane olhou para ela.

Por alguns segundos, não disse nada.

Apenas a observou.

— Você é nova.

— E você está atrapalhando a investigação.

Um sorriso apareceu no rosto dele.

— Interessante.

— O quê?

— Você não ficou impressionada.

— Deveria?

Jane inclinou a cabeça.

— Normalmente as pessoas ficam.

— Talvez seja porque eu estou mais interessada no assassino do que em você.

O sorriso dele desapareceu por um instante.

Não de irritação.

De surpresa.

— Gostei dela — murmurou.

Cho passou pelos dois.

— Jane, Lisbon está procurando você.

— Já vou.

Jane voltou a olhar para S/N.

— Você deveria olhar para o relógio.

Ela franziu a testa.

— Por quê?

— Porque o assassino deixou algo para trás.

S/N olhou ao redor.

— Onde?

Jane apontou para a parede.

Havia um relógio parado.

03:17.

S/N se aproximou.

Na parte inferior do relógio, quase escondida pela sombra, havia uma pequena marca de sangue.

Ela ficou em silêncio.

Jane tomou um gole do chá.

— Primeiro dia?

— Segundo.

— Então você ainda pode desistir.

S/N olhou para ele.

— E perder a chance de descobrir quem matou esse homem?

Jane sorriu.

— Não.

Ele se aproximou um pouco.

— Você vai ficar.

S/N sustentou seu olhar.

— Como sabe?

— Porque você tem a mesma expressão que eu tinha quando comecei.

— E qual é?

Jane sorriu de lado.

— Curiosidade.

Por alguns segundos, os dois permaneceram em silêncio.

Então Lisbon apareceu no corredor.

— Jane!

Ele se afastou.

— Já estou indo.

Antes de sair, olhou novamente para S/N.

— Até amanhã, investigadora.

Ela cruzou os braços.

— Espero que não.

Jane riu e desapareceu pelo corredor.

S/N voltou a olhar para o corpo.

Ela ainda não sabia.

Mas aquele homem acabaria mudando completamente sua vida.

E talvez, sem perceber, ela também mudaria a dele.








——————————————————————
Olá divas e divos!!
Essa fanfic será sobre a série O Mentalista que tem na Netflix.
Se nunca assistiram assistam é muito boa!
A fanfic é sobre Patrick Jane,tem pessoas que não acham ele bonito mais eu achei.
Então espero que gostem da fanfic...
NÃO ESQUEÇAM DE  VOTAR!!
Não seja um leitor fantasma 👻!!
Boa leitura 📖
Bjs 😘

Mentes em Conflitos - Patrick JaneStories to obsess over. Discover now