Estava em um sonho, era diferente, era muito real e também tinha alguém que eu não conheço.
- Acorda... - ele tá falando comigo?
- Acorda, Henry! - como ele sabe meu nome? E por que a impressão de que ele é meio familiar está presente?
- HENRY ACORD- então eu abro os olhos assustado.
- Que porra foi essa? - digo meio grogue.
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Depois da situação estranha, vou tomar café. Desde que comecei a morar sozinho, consigo sentir mais privacidade e conforto. Sim, é bom ficar sozinho, mas não ser sozinho...
Nossa, nem me apresentei! Meu nome é Henry Graves, sou um garoto trans que começou a vida de adulto por agora, tenho 18 anos e moro sozinho. Vou começar o meu primeiro emprego em uma das maiores empresas de empréstimos do estado.
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Droga! No meu primeiro dia já vou chegar atrasado! Ser pobre é difícil, porra perdi o ônibus.
Depois de muita correria chego no meu novo local de trabalho, paro na porta enorme de vidro "deve ser maciço esse negócio" penso comigo mesmo. Então eu decido entrar...
"Hoje é dia do meu novo emprego" penso... Vou ter que me esforçar pois me aceitaram por indicação.Ainda vou ter que dividir essa vida de secretário pessoal com a de estudante, que preguiça.
- Com licença,o senhor Santos está? - pergunto com exitação a moça da recepção.
- E quem gostaria de contatá-lo? - ela me questiona sem nem se quer olhar em meu rosto.
- Ah ... - me enrolo tentando achar o meu crachá.
- Ana, algum problema aqui? - uma voz firme e grave, muito bonita inclusive... "Para Henry, é seu primeiro dia pelo amor de Deus"
- Ah não senhor, só um garoto confuso aqui, mas eu posso resolver isso. - ela sorri pra ele,sua bochechas avermelhadas dão destaque ao seu rosto fino e delicado.
- Qual seu nome ? - a voz bonita se direciona a mim, com vergonha respondo.
- H-Henry, senhor! - merda eu gaguejei! Por que?!
- Hum, então é você? Interessante. Me acompanhe por favor. - ele se retira do local indo na frente, enquanto eu, fico alguns segundos retomando o meu próprio ser.
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Estamos frente a frente, o clima gélido e silencioso. Tento manter a postura, mas eu sinto que se eu olhar para o rosto dele não terá mais volta...
- Então, Henry, já trabalhou com algo parecido com este emprego? - ele pergunta sério e direto, ele parece não gostar muito de enrolação pelo visto.
- Eu nunca trabalhei, senhor..- que vergonha, tô me sentindo uma formiga agora.
- E você foi indicado? Que interessante, mas okay, você vai trabalhar como meu assistente/secretário pessoal. Você acha que consegue exercer está função? - seu tom de voz é de arrepiar a nuca.
- Eu acho que sim, senhor. - diante dessa situação, não tem como voltar atrás, eu acho.
- Então olhe para mim, se não for muito difícil pra você - eu estava olhando para suas mãos e elas parecem se levantar um pouco, como se fosse servir de apoio para o rosto.
Assim que eu vi sua face, eu não consegui tirar minhas pupilas de seu rosto. É tão, bonito... Seu sorriso extremamente presunçoso, como se tivesse muita confiança de si, que aparentemente ele tem. Nesse meio tempo seu olhar foi de encontro ao meu, e meu Deus... Até que o que sei lá o que fosse acontecer é interrompido pela Ana.
- Senhor, suas planilhas chegaram. - ela olha pra mim e para ele brevemente.
- Pegue para mim, Henry, seu trabalho começa a partir de agora.
Eu sinto que esse trabalho não vai ser fácil...
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