Capítulo único

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Vocês viram a treta no oncetwt por conta de votação sobre os melhores e piores ships do Twice? Gente, como assim Dahmo é o pior? Vocês são malucos.

Também vi muita gente criticando Satzu, e por isso decidi escrever uma one-shot sobre as princesas <3 (Apesar de discordar com quem defende que Satzu é melhor do que Sahyo.)

Boa leitura!

(...)

O sol já havia desaparecido, deixando o apartamento pequeno e antigo iluminado apenas pela fraca  luz amarela do abajur pousado na mesinha no canto da sala.

No sofá, Tzuyu estava deitada. Metade dos botões de sua camisa branca e amassada estavam abertos, a gravata que antes usava estava jogada em algum canto, e suas pernas descansavam no colo de Sana. Em sua mão esquerda, segurava um cigarro e soltava a fumaça encarando o teto, pensativa. Estava tão perdida em seus pensamentos, que já nem sentia o carinho suave que as unhas vermelhas de Sana deixavam em suas pernas.

A mulher mais velha, de cabelos ruivos perfeitamente penteados, olhava-a atentamente, imaginando o que passaria pela cabeça da amante naquele momento. Usava um vestido de cor vinho que marcava perfeitamente seu corpo, com um decote que mostrava um pouco mais que o necessário e também segurava entre dedos um cigarro, agora com o filtro marcado com o batom vermelho carregado que usava.

— Eu não sou bem-sucedida.

A voz de Tzuyu saiu rouca, abatida. Ao contrário do que esperava, a ruiva não disse nada. Não disse que era mentira, não pediu que ela não se colocasse para baixo, não disse que as coisas iriam melhorar. O carinho em suas pernas continuou, como se a jovem não tivesse falado nada.

Então Tzuyu desviou o olhar do teto para olhar a mulher, que por sua vez mantinha sua atenção totalmente nela. Os olhares se encontraram, fazendo a mais nova se arrepiar.

— Ouviu o que eu falei?

— Sim, ouvi. — Sana levou o cigarro aos lábios, soltando em seguida a fumaça no ar, despreocupadamente. — E eu concordo.

Aquilo foi um soco no estômago da jovem. A última coisa que esperava ouvir de Sana é que ela concordava com aquilo.

Envergonhada, voltou a encarar o teto.

— Não precisa ficar assim. — A ruiva soltou uma risadinha, observando a reação da jovem. — Queria o quê? Que eu mentisse pra você?

— Não, mas não precisa me puxar mais pra baixo.

— Tzuyu, seus negócios faliram. Sua conta bancária está negativa. Está afogada em dívidas. — O carinho que ainda fazia nas pernas da jovem contrastava com a dureza das palavras que proferia. — Eu não puxei você mais pra baixo, eu só concordei com o que é verdade. Não é bem-sucedida.

— Não é tão fácil aceitar essa realidade, Sana.

— Se quiser eu posso mentir. — O carinho de Sana subiu para as coxas da jovem, lentamente. — Posso falar de como você é bem-sucedida, de como é rica, de como eu me sinto quente só de pensar em ter alguém tão poderoso como você por cima de mim. — Os olhares voltaram a se cruzar. — Quer que eu faça isso, Tzu?

As mãos de Sana em suas coxas e aquelas palavras fizeram o corpo de Tzuyu reagir, mesmo contra a sua vontade. Já era humilhante o suficiente estar naquela situação, não precisava que seu corpo a traísse daquela forma.

— Não, não quero. — Sua voz saiu menos firme do que antes.

— Então, se não quer que eu minta, porque ficou tão ofendida quando eu falei a verdade?

I'll wait for you • Satzu [One-shot]Stories to obsess over. Discover now