-Oque eu poderia fazer? Eu deveria fazer oque? Sou eu que virei o erro?- se perguntava, todas as noites, de frente ao espelho, perguntando a si mesmo porque não fez oque deveria: falar palavras dóceis para seu amado avô, o mesmo que ajudou ele a começar a jogar.
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Uma vez ou outra, ele continuaria o mesmo Rei, aquele que dita, que diz o que deveriam fazer, briga por ter errado. Mas oque poderia fazer? Eles que são incompetentes.
Ele mesmo se olhava no espelho, tentando encontrar imperfeições onde todos falavam; "Ele poderia ser mais bonitinho..." ou "Por que ele fala como se soubesse de tudo?". As palavras machucam e sempre vão machucar, aquelas mesmas palavras onde eram das mesmas pessoas que gritavam quando marcavam um ponto.
Enquanto se olhava, ele mais percebia imperfeições de si mesmo, olhando todos os dias, pensando no que poderia fazer.
Sem pensar muito, ainda de luto, ele pediu um estilete e...
O sangue jorrava, mas ele não ligava, ele não se importava, enquanto ele mantinha tudo em ordem, ele estaria bem... não é?
A dor permanecia, mas algo se quebrada, talvez seus pulsos? Ah, que piada sem graça, ele poderia fazer isso por horas só para parar de pensar que ele foi o erro... mas ele quem? Ah sim, o Tobio.
Ninguém nunca imaginaria, o grande rei, ditador se cortar... que piada.
Como péssimos hábitos não somem, ele continuava a fazer isso, jorrar próprio sangue, mas de outro jeito. Morder seus dedos até sangrarem, pode passar, mas a dor mental que guardava dentro de si nunca acabaria.
Mals hábitos nunca acabará, e está certo. Ele continuava a jorrar sangue de outros lugares, dedos, tornozelos... oque poderia falar? Oque poderia dizer? Ele ir para o capitão e dizer "capitão, eu tenho depressão e me corto todos os dias" Óbvio que não. Nunca faria isso.
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Os anos passam, a dor continua. Olha, o primeiro ano chegou, um fatídico dia, haha, oque lhe espera, ele sabe oque vai acontecer... não sabe?
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Encontrar o mesmo aluno que enfrentou há um ano atrás foi uma surpresa, brigaram mas se resolveram... né?
Todos os dias, brigavam, não fisicamente, mas se xingavam, mas parecia que Tobio tinha se acostumado, oque poderia dizer certo? As brigam que seus pais mantinham ele preso.
Haha, que piada, ele nem parecia se importar, novamente, mas todos os dias chorava até dormir, palavras machucam, acredita?
-Avisei para o sugawara-senpai que hoje seria meu aniversário, será que prepararam algo?- se perguntou o moreno. Chegando na quadra... nada, absolutamente nada, talvez os de cabelos cinza apenas tenha se esquecido, ele mantinha a desculpa entre si. Não podendo dizer nada, já que pareceria que ele estava implorando por atenção.
Os dias se passam, e eles continuam, caindo e voltando em pé, entre jogos e jogos estressantes, perdas. As recepções dele pareciam piores a cada corte que fazia... doía, mas não falava.
"Feliz aniversário, tobio, não se preocupe, não foi sua culpa, não precisa se culpar, já faz anos que passou..."
O de cabelos pretos acorda, hiperventilando, em pânico, fazia anos que sonhava com ele todos os dias. Quem é esse ele? Ah, seu avô. Parecia que ele tinha superado o luto, mas continua na mesma, prendido na mesma e não podendo fazer absolutamente nada.
Acordar assim fazia ele perder as forças, talvez pelo sangue jorrado? Hm, mais outra piada de mal gosto, eu tenho que parar com isso...
Ele não foi para aula, ele talvez leve uma bronca de 50 minutos e dois tapas, mas não se importava, o que queria fazer é ir ao túmulo de seu amado parente, que ensinou ele a jogar vôlei.
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Another Step
FanfictionUma vez que a ação fosse feita, não haverá e nunca terá volta . . . . . . . . . . Aviso de gatilho!: insegurança, automutilação, depressão... Que estejam avisados❤️ uma boa leitura para vocês meus amores★
